Ucrânia: Líder do Parlamento ucraniano saúda apoio de Portugal
O presidente do Parlamento ucraniano, Ruslan Stefanchuk, disse hoje que discutiu com o seu homólogo português, Augusto Santos Silva, a adesão da Ucrânia à União Europeia (UE) e saudou o apoio do Governo português. “Fico feliz por conhecer o presidente da Assembleia da República de Portugal, Santos Silva. Discutimos o apoio abrangente à Ucrânia, a adesão da Ucrânia à UE e a cooperação entre os parlamentos da Ucrânia e de Portugal neste caminho”, escreveu Stefanchuk na rede social Twitter. O líder ucraniano abordou ainda com a delegação parlamentar portuguesa o apoio a Kiev “pelos países do Sul Global”. Horas antes, Augusto Santos Silva – que lidera uma delegação parlamentar de visita a Kiev - tinha garantido que Portugal vai continuar o esforço para ampliar a coligação que apoia a Ucrânia junto dos países africanos e da América Latina que sentem a guerra como distante. Numa intervenção proferida no parlamento de Kiev, enviada à agência Lusa, Augusto Santos Silva declarou que esse esforço de Portugal pretende "tornar claro que as fronteiras da Ucrânia são, hoje, as fronteiras da liberdade, da segurança e da paz de todo o mundo". A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,1 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento. A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas. A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 8.709 civis mortos e 14.666 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.