CDS-Madeira apresenta voto de pesar pelo falecimento de Adriano Moreira
O Grupo Parlamentar do CDS-PP Madeira apresentou, hoje, um voto de pesar pelo falecimento de Adriano Moreira, presidente do CDS entre 1986 e 1988, que faleceu ontem aos 10 anos. No voto, que será apreciado em sessão Plenária, na Assembleia Legislativa da Madeira, o partido recorda os feitos e a vida ativa de Adriano Moreira, que foi ministro do Ultramar no Estado Novo, tendo avançado “com reformas ambiciosas, como a abolição do Estatuto do Indigenato”, que “impedia os africanos das colónias de acederem à cidadania portuguesa”. “Foi líder do CDS entre 1986 e 1988, sendo um fervoroso defensor das Autonomias, tendo, inclusive, feito várias visitas às duas Regiões Autónomas (Madeira e Açores), mas foi na vida académica que deixou o maior legado em duas novas áreas do saber: a Ciência Política e as Relações Internacionais. Foi professor universitário e tem dezenas de obras publicadas, tendo mantido forte ligação ao Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), que dirigiu e ajudou a reformar antes do 25 de Abril”, recorda o CDS. Atentando na carreira política e académica do ex-presidente centrista, o partido atesta que “r Adriano Moreira ficará vivo no legado de uma vida longa e rica feita de trabalho, docência e serviço, pensamento e livros, causas, visão geopolítica e liderança, que marcaram cada um dos lugares por onde passou, nas Universidades, nas Nações Unidas, no Governo, na Assembleia da República e no CDS”. “O Professor Adriano Moreira foi um português no superlativo: representou o melhor da Nação em muitos tempos diferentes, foi um Homem completo em todas as dimensões e encarnou como poucos os valores da democracia-cristã que teve como essencial ao regime e fundamental no CDS”, finda o voto de pesar.