2022-06-29 15:57:00 Jornal de Madeira

Governo português elogia prioridades da presidência checa da União Europeia

O secretário de Estado dos Assuntos Europeus manifestou hoje total acordo com as cinco prioridades políticas definidas pela próxima presidência checa do Conselho Europeu, destacando as questões do apoio à Ucrânia e da transição energética. “As prioridades da presidência checa serão no fundo também as prioridades do Governo português nos próximos seis meses. Esperamos contar com a Assembleia da República neste caminho”, declarou Tiago Antunes na abertura do debate parlamentar sobre as prioridades da presidência checa. O secretário de Estado dos Assuntos Europeus começou por especificar as prioridades do executivo de Praga para o segundo semestre deste ano: A gestão da crise de refugiados e a recuperação da Ucrânia no pós-guerra, a segurança energética, o reforço das capacidades de defesa e cibersegurança na Europa, a resiliência estratégica da economia europeia, e a resiliência das instituições democráticas da União Europeia. De acordo com o membro do Governo português, a primeira prioridade é a continuação da ajuda militar, humanitária e financeira à Ucrânia, “com a aplicação das sanções à Rússia e seus aliados”. “A União Europeia enfrenta a maior vaga de refugiados desde a II Guerra Mundial e a presidência checa propõe-se mobilizar e coordenar todos os recursos necessários para o acolhimento e integração”, sobretudo crianças, apontou. No plano da segurança energética, Tiago Antunes referiu o “caminho difícil mas célere que a União Europeia já percorreu num curto espaço de tempo”. “A guerra na Ucrânia veio demonstrar que a União Europeia não pode depender da Rússia para o fornecimento de energia, e a missão da presidência checa será agora concretizar uma progressiva e rápida autonomização e modernização no setor energético. Portugal tem todas as condições para ser um ator central no processo de transição energética”, considerou o titular da pasta dos Assuntos Europeus. Na sua intervenção inicial, Tiago Antunes referiu-se ainda aos objetivos da República Checa no sentido de reforçar a defesa europeia, designadamente através da parceria com a Aliança Atlântica – um ponto em que realçou a questão da cibersegurança na prevenção de ataques. O secretário de Estado dos Assuntos Europeus abordou depois o “problema da vulnerabilidade europeia” perante cadeias de abastecimento globais, contrapondo com a necessidade de uma reindustrialização, e salientou “a realidade preocupante da inflação em todos os Estados-membros “. Já no que respeita à resiliência das instituições democráticas da União Europeia – o quinto objetivo do Governo de Praga -, Tiago Antunes observou que se trata da prioridade menos relacionada com a guerra na Ucrânia. “Mas será certamente um dos temas mais recorrentes no debate europeu dos próximos tempos”, acrescentou.

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