2021-11-08 05:00:00 Jornal de Madeira

Mil manifestaram-se em Lisboa por maior Justiça Climática

Cerca de mil pessoas manifestaram-se, ontem, em Lisboa numa marcha em defesa de uma maior justiça climática e exigindo mais ação aos líderes políticos mundiais para se definirem medidas concretas para travar o aquecimento global. Num percurso que começou na Praça Martim Moniz e subiu pela Avenida Almirante Reis até à Alameda, largas centenas de manifestantes entoaram cânticos de protesto e empunharam dezenas de cartazes e tarjas. Entre estas, algumas alertavam que “Não há planeta B!” e para a “Precariedade planetária”, exigindo aos governos “Energias renováveis para todos” e que “Não fritem o planeta!” A concentração, que contou também com as presenças da porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, e da coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, foi sempre controlada de muito perto por vários agentes da PSP, que se colocaram tanto à frente dos manifestantes, como no final do cortejo, que condicionou parcialmente durante a tarde de hoje a circulação rodoviária nesta artéria da capital. Entre os manifestantes seguia Ana Pereira, uma analista financeira de 30 anos que tinha um cartaz pendurado nos ombros e um fantoche de dinossauro na mão esquerda para lembrar o cenário de extinção do próprio planeta, se nada for feito para conter as alterações climáticas. “As alterações climáticas não têm tempo de antena suficiente nos meios de comunicação e é importante chamarmos a atenção”, disse à Lusa, defendendo que “a questão económica atrasa a questão climática” e lamentando que o planeta tenha passado “há muito” o ponto de não retorno: “A temperatura já vai subir mais do que aquilo que devia. O que temos de tentar agora é que não suba muito mais do que os 1,5 graus [Celsius] que tinham sido acordados”.

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