2021-06-21 18:04:00 Jornal de Madeira

Noah saiu do hospital pelo próprio pé e já está em casa com a família

O pequeno Noah saiu esta tarde do hospital pelo próprio pé, de mão dada com a família. No início desta tarde, numa declaração aos jornalistas, a diretora clínica do Hospital Amato Lusitano, a médica Eugénia André, disse que o pequeno Noah estava "clinicamente bem para ter alta" e que no domingo e sábado "brincou e nunca esteve deitado". Segundo a médica, "nos períodos em que não esteve a fazer soro e a dormitar, a criança andou pela enfermaria, efetuou jogos, brincou e comportou-se de forma muito normal e muito feliz". Disse igualmente que a criança "já leva todas as suas consultas para o acompanhamento futuro" e destacou ainda o ótimo relacionamento do pequeno Noah com os pais e a irmã. A criança deu entrada no Hospital Amato Lusitano na quinta-feira à noite "consciente, lúcida e bem-disposta", apresentando um quadro de quadro de desidratação, devido ao longo período em que esteve sozinha. Terá desaparecido na quarta-feira da casa dos pais, situada a cerca de 1,5 quilómetros do núcleo central da localidade de Proença-a-Velha, concelho de Idanha-a-Nova, e esteve desaparecido durante mais de 30 horas. Depois de uma operação de busca em larga escala, o menino foi encontrado na quinta-feira, pouco antes das 20:00, num "setor de busca que foi alargado", a quatro quilómetros de casa (em linha reta), ainda na zona de Proença-a-Velha, mas muito próximo da povoação de Medelim. "Existe a possibilidade de ter percorrido uma distância de 10 quilómetros", disse o responsável das operações de busca, numa declaração aos jornalistas. As buscas foram iniciadas ainda na manhã de quarta-feira e os meios foram sendo reforçados, sendo que, durante a tarde de quinta-feira, chegaram a envolver centena e meia de elementos. Nas operações participaram militares da GNR, bombeiros, proteção civil municipal, sapadores florestais e voluntários, com apoio de equipas cinotécnicas, drones e mergulhadores, que estiveram a vistoriar poços e linhas de água. Dezenas de voluntários, muitos deles estrangeiros, também participaram nas buscas. A PJ da Guarda também teve equipas no local. Em declarações à Lusa, ao início da noite de quinta-feira, o coordenador daquela unidade policial, José Monteiro, explicou que o desaparecimento do menino "deverá ser considerado espontâneo".

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