Cultura protesta 'online' contra a falta de apoios
Está previsto para hoje um protesto ‘online’ dos trabalhadores da Cultura contra a insuficiência das medidas de apoio, que decorrerá através da disseminação de um 'hashtag' (#naruapelofuturodacultura). “Vamos dar uma forma virtual ao protesto, tendo em conta as circunstâncias da pandemia. Não estamos proibidos de protestar, mas sem dúvida que temos de respeitar a situação tão dramática que todos estamos a viver”, disse o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos (Cena-STE), umas das estruturas que convocou o protesto, Rui Galveias, em declarações à Lusa. “Achamos que é importante reforçar que há um conjunto de medidas que, para já, são insuficientes”, acrescentou o responsável. Neste protesto, os trabalhadores da Cultura são desafiados a juntarem-se, “sob a forma de um cartaz, de um pequeno vídeo, de uma fotografia, ao 'hashtag' ‘na rua pelo futuro da Cultura’(#naruapelofuturodacultura). Recorde-se que a ministra da Cultura, Graça Fonseca, anunciou no passado dia 14 de janeiro uma série de medidas de apoio ao setor, um dos mais afetados pela pandemia da covid-19. No entanto, Rui Galveias deixou algumas críticas a estes apoios. O valor dos apoios individuais continua a ser baseado no IAS [Indexante dos Apoios Sociais], quando o IAS é abaixo do limite da pobreza, e é para um período muito curto”, disse. O dirigente sindical salienta tratar-se de “uma intervenção muito especifica que tem que ver com o tempo de confinamento, quando o setor estava praticamente parado”. “Ou seja, exige-se medidas que sejam medidas de fundo e que se estendam até ao fim dos limites ao funcionamento do setor da Cultura”, acrescentou. “Que ninguém fique de fora dos apoios, que os apoios e o reforço das verbas se estendam no tempo, que sejam reforçadas e que seja rápido, que a intervenção seja rápida, que não nos prendamos em erros intermináveis, como aconteceu em março e abril e mesmo no verão, em que o funcionamento das medidas foi sempre muito complexo e travado por pequenas falhas e pequenas insuficiências do próprio sistema”, afirmou à Lusa.