2020-04-10 13:24:00 Jornal de Madeira

Covid-19: Costa diz que retirar estado de emergência seria dar “sinal errado ao país”

Conforme publicou esta manhã o JM na edição online, António Costa parece colocar mesmo a hipótese de prolongar o estado de emergência em Portugal. O primeiro-ministro considerou hoje que retirar o estado de emergência devido à covid-19 seria dar “um sinal errado ao país”, e salientou que os dias em que a circulação está restrita, durante a Páscoa, “vão ser muitíssimo importantes”. Em entrevista ao programa 'Você na Tv', na TVI, António Costa afirmou que “seria dar um sinal errado ao país retirar o estado de emergência”. “Ainda não podemos começar a aliviar [as medidas de contenção], pelo contrário”, assinalou, apontando que “este é o momento mais difícil” porque a “fadiga vai-se acumulando”, mas é preciso não perder o foco. Na ótica de António Costa, a “época da Páscoa é crítica” e os cinco dias em que a circulação entre concelhos está restrita (entre quinta-feira e segunda-feira) “vão ser muitíssimo importantes”. “Fundamental é sermos muito contidos, muito disciplinados” nas medidas de contenção da pandemia de covid-19, para ser possível antecipar o levantamento dos constrangimentos decretados pelo Governo, apontou. Costa advogou também que acredita que “seguramente vai surgir” uma nova vaga de covid-19 no inverno. O chefe de Governo indicou igualmente que ainda não foi testado à doença provocada pelo novo coronavírus por não ter sintomas e não ter estado em contacto com pessoas de risco. Afirmando que “é verdade” que faltam testes, António Costa justificou que essa carência acontece porque “não existem à escala global” testes suficientes para serem adquiridos pelos países, sendo que o mesmo acontece com as zaragatoas e os reagentes, por exemplo. “Nada estava produzido à escala global para uma pandemia desta dimensão”, acrescentou, salientando que Portugal entrou na mesma “luta em que todo o mundo está para conseguir comprar” estes materiais. Por isso, rejeitou “alimentar essa polémica entre aquilo que é essencial ter, o que é necessário ter e o que as pessoas julgam que têm de ter”. Quanto aos ventiladores, os que estão a ser adquiridos vão “permitir duplicar” a capacidade atual do Serviço Nacional de Saúde, garantiu. Questionado sobre a forma como cumprimentou o ministro da Educação na quinta-feira, com um aperto de mão, António Costa admitiu que foi “uma falha”, mas considerou que isso demonstra que é humano. Portugal regista 435 mortos associados à covid-19 e 15.472 infetados, indica o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).  

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