Cerca de 7.000 polícias da África do Sul detidos
Bheki Cele, ministro da polícia da África do Sul, revelou, que 6.843 polícias foram detidos e acusados de uma série de crimes de homicídio, violações, estupro, roubos de dinheiro em trânsito, fraude nos últimos cinco anos. Segundo essa informação, a maioria destes polícias foram já sentenciados enquanto outros se encontram ainda em julgamento ou em detenção a aguardar julgamento. O ministro fez saber que estes crimes foram cometidos no período entre 2018 e 2023 e avançou que 686 foram processados com sucesso pelo ministério público nacional (NPA sigla em inglês) a entidade responsável pelos processos de ação penal do Estado. A situação que tem causado um sentimento de profunda inquietação na população e descrença é exatamente o envolvimento de polícias em ações criminosas, onde inclusivamente algumas detenções foram feitas por terem sido apanhados a alugar ou vender a armas de serviço ou roubadas dos armeiros da polícia. O ministro revelou ainda que os crimes com o envolvimento ou cumplicidade da polícia incluem sequestros, fraude, tráfico de humanos, roubos de camiões, caça furtiva de rinocerontes, manipulação, roubos de infraestruturas, tráfico de drogas, subornos e corrupção. Há pouco mais de duas horas, Bheki Cele confirmou que as estatísticas do crime têm aumentado todos os anos e comparou o número de homicídios que, em 2013, foram 16.000 com os do último ano que atingiram os 25.375, sendo que estes homicídios foram consumados, a sua maioria, com o uso armas de fogo, seguido por facas e outros instrumentos cortantes. O ministro confirmou que aproximadamente 200.000 (duzentas mil) pessoas foram assassinadas nos últimos 10 anos. No segundo trimestre do ano corrente, 6.228 pessoas foram assassinadas e que a propensão de crimes cometidos no fim de semana, é notória, agora, a sua consumação mais às terças e quartas-feiras o que se traduz o aumento da criminalidade a meio da semana. O epicentro da criminalidade de violência baseada no género e outros crimes hediondos cometidos contra mulheres e crianças, acontecem na província de Gauteng, onde no primeiro trimestre deste ano, 198 mulheres e 61 crianças foram assassinadas.