Treze pessoas detidas em manifestação contra imigrantes em Chipre
A polícia cipriota deteve hoje 13 pessoas após uma manifestação anti-imigração na noite anterior ter terminado com atos de vandalismo e agressões a estrangeiros na cidade costeira de Limassol, informaram as autoridades, citadas pela EFE. A polícia precisou que cinco pessoas foram agredidas durante a marcha, que juntou cerca de 500 manifestantes. As pessoas com ferimentos receberam tratamento médico num hospital. Entre os detidos está o alegado organizador da manifestação anti-imigrantes, que desencadeou o "caos" na cidade turística, conforme relato da polícia. Além do dito organizador, a polícia indicou que 12 outras pessoas foram detidas por terem cometido vários delitos. Algumas delas "danificaram intencionalmente montras de lojas e atearam fogo a caixotes do lixo". De acordo com os media locais, o protesto anti-imigração em Limassol, na sexta-feira à noite, terminou com uma multidão a incendiar carros e motas com `cocktails` Molotov e a perseguir estrangeiros pela cidade. A imprensa local refere que os manifestantes de direita "queimaram carros, atacaram lojas estrangeiras, invadiram hotéis, perseguiram estrangeiros que fugiam para salvar a vida, apedrejaram propriedades e atearam incêndios". Centenas de pessoas vestidas de negro gritaram mensagens como "Chipre é grego" e "vamos começar pelos negros e depois pela polícia". "Estou envergonhado", comentou hoje o Presidente de Chipre, Nikos Christodoulidis, indignado com a onda de racismo e xenofobia que ocorreu em Limassol. "Se todos os envolvidos amassem ou se preocupassem com o nosso país, não realizariam tais acções, que, acima de tudo, ofendem a nossa pátria", declarou, anunciando que convocou uma reunião de emergência para discutir o incidente com a polícia.