2023-07-25 08:21:00 Jornal de Madeira

Coreia do Norte dispara mísseis balísticos antes de comemorar fim da Guerra da Coreia

A Coreia do Norte disparou dois mísseis balísticos na madrugada de segunda para terça-feira, pouco antes de receber autoridades chinesas para as comemorações do fim dos combates entre as duas Coreias, na primeira visita estrangeira desde a pandemia. Os militares sul-coreanos referiram ter "detetado dois mísseis balísticos disparados pela Coreia do Norte de áreas próximas a Pyongyang em direção ao mar do Leste [também conhecido como mar do Japão]”, destacou o Estado-Maior Conjunto citado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap. Os dois mísseis percorreram cerca de 400 quilómetros antes de cair no mar, segundo o Ministério da Defesa sul-coreano, citado pela Yonhap e pela agência japonesa Kyodo. A Casa Branca condenou de imediato os novos "disparos de mísseis balísticos". Os testes de mísseis "representam uma ameaça para os vizinhos da RPDC e para a comunidade internacional", salientou a porta-voz da Casa Branca Karine Jean-Pierre, utilizando o nome oficial de República Popular Democrática da Coreia (RPDC) para Pyongyang. "O nosso compromisso com a defesa da República da Coreia e do Japão permanece inabalável", acrescentou a porta-voz da Casa Branca, referindo-se à Coreia do Sul. Também o Japão assinalou o primeiro lançamento norte-coreano, referindo que o projétil caiu no mar fora da zona económica exclusiva do Japão (ZEE), de acordo com a emissora estatal NHK, que citou funcionários do governo. Pyongyang tem realizado regularmente testes de mísseis. No sábado, "vários mísseis de cruzeiro" foram lançados no mar Amarelo, entre a península coreana e a China. Em meados de julho, o líder norte-coreano Kim Jong Un supervisionou pessoalmente o lançamento do mais novo míssil balístico intercontinental do país, o combustível sólido Hwasong-18. O disparo destes dois últimos mísseis balísticos, antes do amanhecer de terça-feira, ocorre pouco antes das comemorações na Coreia do Norte do 70.º aniversário do fim dos combates na Guerra da Coreia (1950-1953). Uma delegação chinesa viajará à Coreia do Norte nesta ocasião, naquela que será a primeira visita conhecida de uma delegação estrangeira desde o encerramento das fronteiras da Coreia do Norte, no início de 2020, devido à pandemia de covid-19, divulgou a agência oficial norte-coreana KCNA. As relações entre as duas Coreias estão atualmente degradadas e a diplomacia paralisada, com Kim Jong Un a procurar uma aceleração da corrida ao armamento, incluindo armas nucleares táticas. Em resposta, Seul e Washington têm realizado exercícios militares conjuntos, provocando a ira de Pyongyang.

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