Ucrânia: Zelensky esperançado na proximidade da paz após reuniões do G7
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou hoje a esperança de que “a paz estará mais próxima” após as reuniões da cimeira do G7, numa mensagem que divulgou ao chegar à cidade japonesa da Hiroxima. “Japão. G7. Reuniões importantes com parceiros e amigos da Ucrânia. Maior segurança e cooperação para a nossa vitória. Hoje, a paz estará mais próxima”, afirmou Zelensky nas redes sociais, citado pela agência francesa AFP. O líder ucraniano deverá participar nas reuniões do grupo das sete democracias mais industrializadas do mundo e manter conversações bilaterais com vários líderes presentes em Hiroxima. Estão previstos, entre outros, encontros com o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, e com os presidentes norte-americano, Joe Biden, e francês, Emmanuel Macron, segundo a AFP. Zelensky poderá também trocar impressões com as grandes potências emergentes não alinhadas, como o Brasil e, sobretudo, a Índia, que mantém relações militares estreitas com a Rússia e se recusou a condenar a invasão da Ucrânia. Para a cimeira de Hiroxima, o G7 convidou os líderes do Brasil, Índia, Indonésia, Coreia do Sul, Austrália, Ilhas Cook e Vietname, e organizações como a ONU, Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional. O G7 reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, bem como a União Europeia (UE). É a primeira visita de Zelensky à região desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022. Zelensky viajou para o Japão desde a Arábia Saudita, onde discursou perante a cimeira dos 22 países da Liga Árabe, na sexta-feira. No início da cimeira de Hiroxima, na sexta-feira, os chefes de Estado e de Governo aprovaram novas sanções contra a Rússia para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar a guerra contra a Ucrânia. O conflito na Ucrânia mergulhou a Europa naquela que é considerada a pior crise de segurança desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Desconhece-se o número de mortos e feridos desde o início da guerra, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm admitido que será elevado.