2023-04-15 18:40:00 Jornal de Madeira

Polícia moçambicana detém delegado por desvio de produtos destinados a vítimas do ciclone Freddy

A polícia moçambicana deteve o delegado do INGD - Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres em Niassa, no norte de Moçambique, suspeito de desviar diversos produtos destinados às vítimas do ciclone Freddy, foi hoje anunciado.   O delegado, um seu amigo e um motorista foram detidos em flagrante, na madrugada de sexta-feira, quando descarregavam os produtos numa residência, em Lichinga, capital provincial, disse à comunicação social Mirza Maguanda, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Niassa.   “Sabemos que a finalidade era a comercialização desses produtos no Malaui, país vizinho”, referiu a porta-voz.   Trata-se de 6.600 quilos de arroz, 4.660 quilos de farinha de milho, 700 quilos de feijão, 912 litros de óleo alimentar e 49 rolos de plásticos usados na cobertura de tendas para as vítimas.   A detenção do delegado ocorreu após uma denúncia popular, avançou a PRM.   O ciclone Freddy fustigou Moçambique em fevereiro e março, causando a morte de pelo menos 169 pessoas e afetando mais de 200 mil famílias, segundo os últimos dados do INGD.   Freddy é já um dos ciclones de maior duração e trajetória nas últimas décadas, tendo viajado mais de 10.000 quilómetros desde que se formou ao largo do norte da Austrália em 04 de fevereiro e atravessou todo o oceano Índico até à África Austral.   A atual época chuvosa (outubro a abril) já matou 302 pessoas e afetou mais de um milhão em Moçambique.   O país é considerado um dos mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, com ventos oriundos do Índico e cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral.  

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2026-05-15 08:24:00 Jornal da Madeira

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