2023-03-01 18:02:00 Jornal de Madeira

Jornalista novamente detido na Somália após prisão por ameaça à segurança

Um jornalista freelancer da Somália foi novamente preso, após ter sido libertado no mês passado na sequência de uma condenação a dois meses de prisão por ameaçar a segurança nacional, disse hoje uma fonte sindical.   Abdalle Ahmed Mumin, que é também secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas da Somália (SJS), foi preso em outubro, pouco depois de o Governo ter decidido intensificar a sua repressão sobre os meios de comunicação social, acusado de participar na propaganda do grupo radical Al-Shebab. Em fevereiro, um tribunal condenou Abdalle Ahmed Mumin a dois meses de prisão, mas este foi libertado de seguida, para surpresa de muitos. A Procuradoria-Geral da República disse na terça-feira que a libertação não tinha qualquer base legal e afirmou, numa declaração, que "a polícia somali, na sequência de uma ordem judicial, fez regressar [Abdalle Ahmed Mumin] à prisão em 23 de fevereiro”. Mohamed Ibrahim, presidente do SJS, disse à agência de notícias France-Presse que "a nova detenção de Abdalle Ahmed Mumin, secretário-geral do SJS, é ilegal". "Condenamo-la e apelamos à sua libertação", afirmou. O SJS e quatro outros grupos de ‘media’ tinham protestado em finais de 2022 contra a decisão do Governo de reprimir os meios de comunicação social, afirmando que iria restringir a liberdade de expressão. Antes da condenação de Ahmed Mumin, grupos de direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional, a Human Rights Watch e o Instituto Internacional de Imprensa, tinham apelado para que a acusação caísse, afirmando que o jornalista tinha sido alvo de ameaças e perseguições constantes por parte das autoridades somalis por defender o direito à liberdade de expressão. As acusações contribuem "significativamente para o encerramento do espaço cívico no país", disseram numa carta conjunta ao procurador-geral da Somália em dezembro. A organização não-governamental Repórteres sem Fronteiras (RSF) coloca a Somália no 140.º lugar (de 180 países) na sua lista global de liberdade de imprensa, com mais de 50 jornalistas mortos no país desde 2010. De acordo com a RSF, a Somália, com 17 milhões de habitantes, é o país mais perigoso para os jornalistas em África. São principalmente ameaçados pelo Al-Shebab, ligado à Al-Qaida, que tenta derrubar o governo apoiado internacionalmente, mas as autoridades são também acusadas de violar os seus direitos.

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