2023-02-14 16:21:00 Jornal de Madeira

EUA e aliados europeus criticam "fortemente" legalização de 9 colonatos por Israel

Os Estados Unidos e quatro aliados europeus opuseram-se hoje “fortemente” à decisão de Israel de legalizar nove colonatos na Cisjordânia ocupada e de planear construir mais habitações em colonatos já existentes. “Somos fortemente contra essas ações unilaterais, que só aumentam as tensões entre israelitas e palestinianos e que minam os esforços para alcançar uma solução negociada de dois Estados”, escreveram os chefes da diplomacia de Washington, Berlim, Paris, Roma e Londres, num comunicado conjunto. Anunciadas no domingo pelo gabinete de segurança israelita, as medidas agora contestadas pelos Estados Unidos, Alemanha, França, Itália e Reino Unido foram apresentadas pelas autoridades israelitas como uma resposta a uma série de ataques palestinianos em Jerusalém Oriental, incluindo um que matou três pessoas na sexta-feira. Segundo a legislação israelita, os nove colonatos em questão passam a ser legais a partir do momento em que são autorizados pelo Governo, mas, para as Nações Unidas, qualquer colonato judaico construído na Cisjordânia é ilegal. “Profundamente preocupados” com o anúncio de Israel, os Estados Unidos e os quatro países europeus lembraram, no comunicado hoje divulgado, que “uma paz abrangente, justa e duradoura no Médio Oriente deve ser alcançada através de negociações diretas entre as partes”. “Continuamos a acompanhar de perto os desenvolvimentos da situação no terreno com vista a viabilizar uma solução de dois Estados e a estabilidade da região como um todo”, afirmaram. Israel ocupa a Cisjordânia desde a guerra dos 6 dias entre Israel e os países árabes vizinhos, em junho de 1967. Mais de 475.000 israelitas residem em colonatos na Cisjordânia (excluindo Jerusalém Oriental), lado a lado com 2,8 milhões de palestinianos.

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