2023-01-17 18:47:00 Jornal de Madeira

Guterres pede libertação de 50 mulheres sequestradas no Burkina Faso e exige justiça

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres pediu hoje a "libertação imediata e incondicional" de pelo menos 50 mulheres sequestradas por extremistas no Burkina Faso, e exortou por justiça.   "O secretário-geral pede a libertação imediata e incondicional das mulheres e meninas sequestradas e o regresso seguro às suas famílias. O secretário-geral exorta as autoridades do Burkina Faso a não pouparem esforços para levar os responsáveis por este crime à justiça", disse Farhan Haq, um porta-voz de António Guterres, em comunicado. Ao condenar o sequestro, o líder das Nações Unidas reafirmou ainda o compromisso da organização em continuar a trabalhar com o Burkina Faso e parceiros internacionais para "aumentar a proteção de civis, responder aos desafios humanitários e de desenvolvimento, promover e proteger os direitos humanos e apoiar os esforços para uma paz duradoura". Na segunda-feira, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, já havia expressado a sua preocupação com a situação e pediu a libertação "imediata e incondicional" dessas mulheres. "Dezenas de mulheres que saíram em busca de comida para as suas famílias foram sequestradas em plena luz do dia, no que pode ser o primeiro ataque deliberado desse tipo contra mulheres no Burkina Faso", disse o alto comissário austríaco num comunicado. Türk também exigiu uma investigação independente a esses sequestros, para determinar os responsáveis. Os factos ocorreram em 12 e 13 de janeiro nas proximidades da cidade de Arbinda, no nordeste de Burkina Faso, região fronteiriça com o Mali e o Níger onde são comuns ataques de movimentos fundamentalistas islâmicos ligados à Al-Qaida e ao grupo extremista Estado Islâmico. Algumas mulheres conseguiram escapar dos alegados extremistas e notificar as autoridades locais logo após serem atacadas.

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