2022-12-18 17:49:00 Jornal de Madeira

Ucrânia: Um morto e oito feridos em ataques contra região russa de Belgorod

Uma pessoa morreu e oito outras ficaram feridas em ataques atribuídos às forças ucranianas sobre a região russa de Belgorod, segundo o governador do território. Na sua conta na rede Telegram, citada pela agência russa Tass, o governador Viacheslav Gladkov adiantou que sete dos feridos foram hospitalizados, um dos quais nos cuidados intensivos. A vítima mortal dos ataques ocorridos na zona, situada na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia, foi identificado como sendo um empreiteiro russo que se deslocou a Belgorod para trabalhar na construção de uma oficina numa quinta local, que foi atingida, com um dos edifícios a ficar parcialmente destruído, segundo fotografias difundidas por Gladkov. Segundo o governador, 14 casas sofreram danos nos ataques, entre as quais uma onde estavam duas crianças, que escaparam ilesas, refere o governador. As regiões de Belgorod e Kursk têm denunciado, por várias vezes, serem alvo de ataques atribuídos ao exército ucraniano, desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em finais de fevereiro. Ambas as localidades estão sob aviso "amarelo" (elevado) de ameaça terrorista regional desde o início da guerra, durante a qual Belgorod foi diretamente bombardeada por várias vezes. No final de novembro, o governador anunciou que estava a ser construída uma linha fortificada ao longo da fronteira entre os dois países, sem adiantar mais detalhes. A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia contra a Ucrânia já forçou a deslocação de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados das Nações Unidas, que classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento. A invasão russa – justificada pelo Presidente Vladimir Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para Kiev e com a imposição de sanções políticas e económicas a Moscovo. As Nações Unidas confirmaram, desde o início da guerra, 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém da realidade.  

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