2022-10-10 18:49:00 Jornal de Madeira

Ucrânia: Coordenadora da ONU "horrorizada" com novos ataques e morte de civis

A coordenadora humanitária da ONU para a Ucrânia, Denise Brown, manifestou-se "horrorizada" com a vaga de ataques mortais russos hoje em Kiev e outras cidades ucranianas, e garantiu que a ajuda não vai parar. “Estou horrorizada com a vaga de ataques (…) em Kiev, Dnipro, Lviv, Kharkiv, Zaporijia e outras cidades na maioria das regiões da Ucrânia esta manhã. Esta nova escalada da guerra matou civis quando estavam a começar a semana”, referiu num comunicado. A representante especial nomeada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, sublinhou que “os ataques aéreos atingiram centros urbanos densamente povoados, enquanto as crianças iam para a escola, os jovens para a universidade e outros deslocavam-se para o trabalho”. Denise Brown envia “sentidas condolências ao povo da Ucrânia, que, durante demasiado tempo, suportou os horrores desta guerra” e garante que apesar dos ataques “a ajuda humanitária continuou a ser entregue às pessoas que precisam desesperadamente de apoio”. “A ajuda humanitária não vai parar. As Nações Unidas e toda a comunidade humanitária estão empenhadas em permanecer e continuar o nosso trabalho para salvar vidas e apoiar as pessoas cujas vidas foram devassadas por esta guerra”, prometeu. O Presidente russo, Vladimir Putin, deixou hoje claro que o bombardeamento das cidades ucranianas foi em resposta ao ataque no início da manhã de sábado na ponte da Crimeia, que liga a Rússia à península anexada em 2014. De acordo com o balanço provisório das autoridades ucranianas, os ataques deixaram 11 pessoas mortas e 89 feridas. A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas. A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.221 civis mortos e 9.371 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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