Tribunal considera culpado líder de extrema-direita por tentativa de golpe na África do Sul
Um tribunal na África do Sul considerou hoje o líder de uma organização nacionalista de extrema-direita culpado de cinco acusações relacionadas com uma conspiração para derrubar o Governo do Congresso Nacional Africano (ANC), anunciou a polícia. Em comunicado, a Polícia Sul-Africana (SAPS, na sigla em inglês), revelou que Harry Johannes Knoesen, de 64 anos, líder da organização de extrema-direita Movimento Nacional de Resistência Cristã, também conhecida como os “Cruzados”, é um dos cinco acusados de planear o golpe contra o Governo sul-africano. O grupo, que tencionava substituir o Governo pela sua própria administração, foi acusado de planear ataques terroristas em novembro de 2019 contra locais estratégicos do país, centros comerciais e assentamentos populacionais informais, segundo a polícia sul-africana. Na sessão de hoje, o tribunal em Middelburg, cerca de 170 quilómetros no leste de Joanesburgo, considerou que Harry Knoesen violou a Lei de Proteção da Democracia Constitucional Contra o Terrorismo e Assuntos Relacionados, adiando a sentença para a próxima sexta-feira, refere-se na nota. Outros dois indivíduos, Donald Abrahams (57 anos) e Erroll Abrahams (52), condenados em dezembro de 2020, encontram-se a cumprir pena de oito anos de prisão efetiva, referiu a polícia sul-africana, sem avançar detalhes sobre os restantes dois acusados no caso de terrorismo. “Se os ataques planeados não tivessem sido impedidos, teria havido uma guerra racial na África do Sul”, sublinhou o diretor nacional de Investigação de Crimes Prioritários, Godfrey Lebeya, citado no comunicado da polícia sul-africana.