2022-04-07 09:42:00 Jornal de Madeira

Ucrânia: Alemanha convoca reunião informal de ministros da NATO em maio

A ministra alemã dos Negócios Estrangeiros, Annalena Baerbock, anunciou hoje que convocou uma reunião informal com os seus homólogos da NATO para o próximo mês de maio em Berlim para falar sobre a guerra na Ucrânia. "Ontem [quarta-feira] deixei claro que convido cordialmente os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO para uma reunião informal em maio em Berlim para que, de olho nesta guerra terrível, possamos continuar a estar de acordo", disse Baerbock à chegada hoje a Bruxelas para uma reunião com aliados. Baerbock, cujo país exerce atualmente a presidência do G7, encetou o convite aos ministros dos Negócios Estrangeiros do grupo dos países mais industrializados do mundo, aproveitando o facto de o chefe da diplomacia japonesa, Yoshimasa Hayashi, estar também presente na NATO juntamente com os seus homólogos da Austrália, Nova Zelândia e Coreia do Sul. "É importante deixarmos claro que estamos unidos diante dos crimes de guerra que testemunhámos nos últimos dias", disse, referindo-se ao massacre de civis na cidade ucraniana de Bucha que divulgados após a retirada das tropas russas. "Respondemos à desumanidade de Bucha e Mariupol com uma humanidade conjunta", disse, adiantando que os países ocidentais vão aprovar novas sanções contra a Rússia, como as aprovadas quarta-feira pelos Estados Unidos contra duas filhas do presidente russo Vladimir Putin. A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.563 civis, incluindo 130 crianças, e feriu 2.213, entre os quais 188 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior. A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,2 milhões para os países vizinhos. Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária. A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço

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