Ucrânia: Presidente finlandês vai falar na sexta-feira com Vladimir Putin
O Presidente da Finlânida, Sauli Niinisto, vai falar telefonicamente na sexta-feira com Vladimir Putin, para abordar o conflito na Ucrânia, depois de pedidos de Emmanuel Macron e Olaf Scholz para que se mantenha o contacto com o Presidente russo. “Apesar de tudo, ainda é importante tentar manter contacto com a Rússia”, afirmou Niinisto, em conferência de imprensa. A mensagem que recebeu do Presidente francês, Emmanuel Macron, e do chanceler alemão, Olaf Scholz, que têm ambos tentado repetidamente interceder junto do líder russo desde o início da invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, era de que se deve "manter o maior contacto possível com Putin”. O Presidente finlandês tem mantido há muito tempo um diálogo regular com Putin. Ao mesmo tempo que advertiu contra uma escalada do conflito, reiterou que a Finlândia, como um país neutro vizinho da Rússia, deveria decidir “sem hesitação, mas com discernimento”, sobre a sua adesão à NATO. A ofensiva do Exército russo contra a Ucrânia reacendeu o debate no país nórdico sobre a adesão à Aliança Atlântica. Niinisto disse que a questão é um assunto do Parlamento e que “o tempo para conclusões” chegaria depois de os deputados receberem um relatório aguardado sobre os riscos e benefícios da adesão à NATO. A Finlândia é o segundo país europeu, depois da Ucrânia, com mais quilómetros de fronteira com a Rússia, pelo que o seu ingresso na NATO colocaria a Aliança às portas da Rússia. A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou já a fuga de mais de 2,3 milhões de pessoas para os países vizinhos – o êxodo mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, de acordo com os mais recentes dados da ONU. A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, e muitos países e organizações impuseram sanções à Rússia que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto. A guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 15.º dia, provocou um número ainda por determinar de mortos e feridos, que poderá ser da ordem dos milhares, segundo várias fontes. Embora admitindo que “os números reais são consideravelmente mais elevados”, a ONU confirmou hoje a morte de pelo menos 549 civis e 957 feridos.