2022-02-17 09:00:00 Jornal de Madeira

Testemunho de pais que perderam filho de 12 anos vítima de bullying comove internautas

O testemunho de Andy Hardman, que perdeu o seu filho de 12 anos que se suicidou depois de ter sofrido bullying na escola durante um ano, está a comover o mundo. Numa publicação na sua rede social de Instagram, o pai da criança partilhou um desabafo em que expressa a enorme dor que sente perante esta perda e ainda algumas fotografias do momento de despedida.  “A fechar os meus olhos 51 horas depois de começar a reanimação cardiopulmonar (RCP) na esperança de salvar a vida do meu filho. Ouvindo os gritos da sua irmã de 16 anos que testemunhou algo que ninguém deveria. Este é o meu pesadelo… a cada momento que eu fecho os meus olhos. Enquanto o meu filho nunca mais abrirá os olhos nesta vida”, começou por escrever. E questionou: “O que poderia fazer um menino de 12 anos perder a esperança no seu coração a ponto de amarrar o capuz no pescoço para se matar? Uma palavra: BULLYING”. “Acordei esta manhã mais zangado do que alguma vez estive na vida. Culpo-me? Culpo o bully do meu filho? Culpo o sistema! Culpo o facto de esses bullies sequer existirem! Como é que existe tanto ódio no mundo ao ponto de permitirmos que crianças magoem outras crianças? É simples… é algo que fazemos uns aos outros e eles aprendem que é normal alimentar a falta de confiança. Acham que isso faz com que pareçam porreiros”, acrescentou ainda. “O meu filho nunca irá casar, nunca irá ser pai. Merda, ele nunca terá um qualquer futuro. Tudo por causa de uma criança cobarde. O que merece este rapaz por tratar o meu filho como se nem fosse humano? O que aconteceu para que ele, e os seus amigos cobardes, se transformasse num fã de ódio. Foram os pais? Não tenho respostas, mas sei que ISTO TEM DE ACABAR AGORA”, concluiu. Já a mãe, Samie Hardman, recordou que o filho “era um menino com um coração de ouro que sonhava em grande. Era amante de basquetebol, fã dos Utah Jazz e ansiava por um dia jogar na NBA”. “Como é que um menino de 12 anos, que era ferozmente amado por todos, acha que a vida é tão difícil que precise de acabar com ela?”, questionou-se. “O meu filho lindo estava a travar uma batalha de que nem eu o poderia salvar. É real, é silencioso e não há nada, absolutamente nada, como pai, que se possa fazer para retirar essa dor profunda”, constatou. Drayke Hardman, de apenas 12 anos, tirou a própria vida com recurso a roupa, tempo sendo encontrado no chão pelas irmãs. No entanto, apesar dos esforços das equipas médicas do hospital para onde foi transportado, a criança acabou por não resistir, tendo falecido na manhã seguinte. Perante esta tragédia, os pais lançaram um movimento nas redes sociais, com a hashtag “DoItForDrayke, procurando, assim, alertar o mundo para a necessidade de ensinar aos mais novos a importância de não ter comportamentos abusivos.

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