2021-11-07 09:06:00 Jornal de Madeira

Primeiro-ministro iraquiano escapa a ataque de drone com uma bomba

O primeiro-ministro iraquiano, Mustafa al-Kazemi, escapou ileso hoje de um ataque com um drone com uma bomba à sua residência no centro de Bagdade, disseram as autoridades. Houve "uma tentativa falhada de assassinato do primeiro-ministro, o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas, por um drone com explosivos, lançado na sua residência na Zona Verde em Bagdade", explicou a Célula de Informação de Segurança, citado pela agência noticiosa oficial iraquiana, INA. Al-Kazemi "não foi ferido e está de boa saúde", acrescentou. O próprio primeiro-ministro confirmou na sua conta do Twitter que está bem e apelou à população para permanecer calma face à tentativa de assassinato. "Estou bem, louvo a Deus, entre o meu povo, e peço calma e moderação a todos, para o bem do Iraque", escreveu. Os Estados Unidos já reagiram ao ataque, através do porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price: "Estamos aliviados por saber que o primeiro-ministro não está ferido. Este aparente acto de terrorismo, que condenamos veementemente, visava o coração do Estado iraquiano", frisou, numa declaração. Os Estados Unidos, garantiu, já ofereceram ajuda na investigação deste ataque e estão em “estreito contacto com as forças de segurança iraquianas encarregadas de defender a soberania e independência do Iraque”. A Zona Verde, onde a residência do primeiro-ministro foi atacada hoje de madrugada, é uma área fortificada no centro de Bagdade, que também contém uma série de edifícios governamentais e embaixadas estrangeiras. Este ataque surge num momento de tensão no Iraque, após violentos confrontos entre manifestantes e polícias durante uma manifestação na passada sexta-feira em Bagdade, em frente da própria Zona Verde, contra os resultados das eleições legislativas de 10 de outubro. Os confrontos deixaram duas pessoas mortas e mais de uma centena feridas, muitas delas polícias. Vários partidos iraquianos consideram os resultados eleitorais oficiais fraudulentos, especialmente os que representam as milícias que compõem a Multidão Popular, na sua maioria xiitas e pró-iranianos, pois sofreram uma grande perda de votos em comparação com as eleições de 2018. Os seus apoiantes mantêm um campo de protesto em frente à Zona Verde há quase duas semanas. Além disso, a área tem sido alvo de uma série de ataques com foguetes nos últimos dois anos, visando principalmente a embaixada dos EUA, na sequência do assassinato do poderoso comandante iraniano Qasem Soleimaní, em janeiro de 2020, num bombardeamento com um alvo específico em Bagdade.

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