Capital da Guiné Equatorial enfrenta escassez de gás para consumo doméstico
A capital da Guiné Equatorial, Malabo, enfrenta há vários dias uma escassez de gás doméstico devido a um incêndio que interrompeu a produção, anunciou hoje o ministro dos Hidrocarbonetos do país. Um incêndio em 26 de setembro danificou “as instalações de gás, bem como a produção de gás doméstico e liquefeito”, afirmou o ministro Gabriel Mbaga Obiang Lima, citado pela agência France-Presse (AFP), dizendo que o regresso à normalidade não é esperado antes de 20 de outubro. Segundo o Governo, as reservas de gás em Bata, capital económica da Guiné Equatorial, foram transferidas nos últimos dias para Malabo, mas não estão a ser suficientes para satisfazer a procura dos 300.000 habitantes da capital. Num comunicado publicado na quinta-feira, a empresa nacional de gás, a Sonagas, assegurou que está “a trabalhar intensamente para fornecer gás doméstico a todos e ao preço habitual”. Segundo a AFP, não é possível encontrar botijas de gás à venda na capital. A Guiné Equatorial é o terceiro maior produtor de petróleo na África subsaariana, a seguir à Nigéria e Angola, tendo sofrido de forma significativa com a quebra do preço do petróleo desde 2014 e com os impactos da pandemia de covid-19. No mês passado, o ministro das Minas e dos Hidrocarbonetos disse que o país tem 1,5 biliões de pés cúbicos de reservas de gás natural e o equivalente a cerca de 1,1 mil milhões de barris de petróleo. Antiga colónia espanhola, governada há 42 anos por Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, a Guiné Equatorial, um país rico em recursos, mas com largas franjas da população abaixo do limiar da pobreza, integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 2014. Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP, que celebrou 25 anos em julho.