67 cidadãos dos PALOP deportados dos EUA em 2010
De acordo com o relatório de deportações do ano fiscal de 2020 da agência federal para a Imigração e Alfândegas - Immigration and Customs Enforcement (ICE), as autoridades norte-americanas deportaram 67 cidadãos de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) em 2020. Tal representa uma quebra de 34% face a 2019, que é justificada com a diminuição de casos entre cabo-verdianos. Segundo este relatório, consultado hoje pela Lusa, o número de cabo-verdianos deportados, por vários motivos, mas sobretudo imigração ilegal, diminui de 50 em 2019 para 15 no ano passado, cerca de menos 70%. De recordar que, nos EUA vive a a maior comunidade cabo-verdiana fora do arquipélago, a qual está estimada em mais de 250.000 pessoas, concentradas sobretudo no estado de Massachusetts. São os cidadãos de Angola que assume o primeiro lugar nas expulsões entre cidadãos dos PALOP, com 43 deportações, um aumento face às 40 em 2019 e 32 em 2018. Da Guiné-Bissau e de São Tomé em Príncipe, nenhum cidadão terá sido deportado. Já da Guiné Equatorial foram deportados sete cidadãos, face aos cinco em 2019 e 2018, enquanto para Moçambique foram deportados dois cidadãos, contra os três no ano anterior e nenhum em 2018. Quanto aos cidadãos portugueses, foram expulsões 47, uma quebra significativa face aos 101 deportados em 2019. Ainda nos países lusófonos, o Brasil viu o número de deportados aumentar para 1.902, face aos 1.770 em 2019 e 1.691 em 2018, enquanto Timor-Leste voltou a não registar qualquer caso de deportação, tal como em 2019 e 2018. Ainda nos países lusófonos, o Brasil viu o número de deportados aumentar para 1.902, face aos 1.770 em 2019 e 1.691 em 2018, enquanto Timor-Leste voltou a não registar qualquer caso de deportação, tal como em 2019 e 2018.