2020-12-05 21:57:00 Jornal de Madeira

Covid-19: Moscovo abre 70 unidades de vacinação com milhares de médicos e professores inscritos

Moscovo está a abrir 70 unidades de vacinação para milhares de médicos, professores e outros grupos de alto risco se inscreverem para receber as vacinas contra a covid-19, num esforço de imunização em toda a Rússia. Os centros na capital russa começaram a administrar vacinas três dias depois de o presidente Vladimir Putin ter ordenado o lançamento de uma campanha de imunização em “grande escala” apesar de, como estabelecem os protocolos científicos, estarem por concluir os estudos que garantem a eficácia e segurança da vacina produzida pela Rússia. O dirigente russo disse, na quarta-feira, que mais de dois milhões de doses da Sputnik V estavam disponíveis nos próximos dias, permitindo que as autoridades as ofereçam a profissionais de medicina e professores em todo o país a partir do final da próxima semana. Moscovo, que atualmente é responsável por perto de um quarto das novas infeções diárias no país, avançou hoje com a abertura de instalações para a imunização. Médicos, professores e funcionários municipais foram convidados a marcar um horário para receber a injeção. O autarca da capital russa, Sergei Sobyanin, disse terem-se inscrito perto de 5.000 pessoas, poucas horas depois de o sistema de inscrição ter começado a operar na sexta-feira. “É claro que tive dúvidas, especialmente considerando que todos os testes clínicos não terminaram ", disse Tatyana Kirsanova, a quem a vacina foi administrada hoje, numa clínica em Moscovo. “Decidi avançar para me proteger com todas as opções possíveis”, acrescentou. A Rússia gabou-se de a Sputnik V ter sido a "primeira vacina contra a covid-19 registada no mundo", depois de o governo ter aprovado a regulamentação, no início de agosto. Na altura, especialistas internacionais alertaram para o facto de a vacina produzida na Rússia ter sido testada apenas em dezenas de pessoas. O presidente Putin minimizou, todavia, os alertas da comunidade científica internacional, argumentando que uma das filhas estava entre as primeiras pessoas a ser imunizada. O Sputnik V foi oferecido a profissionais de medicina e professores durante meses, apesar de ainda estar a ser testada. Vários altos oficiais russos disseram ter recebido a primeira imunização e o reforço e militares russos começaram esta semana a vacinar as tripulações de navios da marinha que irão partir em missões. Por seu turno, o ministro da Saúde, Mikhail Murashko, garantiu, na quarta-feira, que mais de 100 mil pessoas na Rússia já tinham recebido as vacinas. A Rússia está a oferecer as vacinas, sem custo monetário, a pessoas com idades entre os 18 e os 60, aos que não sofram de doenças crónicas, não estejam grávidas, nem a amamentar. O Sputnik V – a administrar em duas doses - foi desenvolvido pelo Instituto Gamaleya, com sede em Moscovo.

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