Venezuela: Procurador-geral acusa EUA e Colômbia de quererem aumentar os ataques ao país
O procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab, disse na quarta-feira que o Presidente colombiano, Iván Duque, e o Governo dos Estados Unidos pretendem "aumentar os ataques" contra o país. "Durante esta semana houve uma reunião entre o Presidente da Colômbia, Iván Duque, e representantes do Governo dos Estados Unidos para aumentar os ataques contra a Venezuela. O Ministério Público repudia de forma veemente estes factos e alertamos a comunidade internacional sobre estas ameaças", advertiu Saab. O procurador assegurou que, "nestas últimas horas, a Colômbia não para de enviar mensagens de guerra para favorecer os planos imperialistas de Donald Trump [Presidente dos EUA]", que alegadamente "enviou grupos para conspirar" contra a Venezuela. Saab frisou que a "união cívico militar" da Venezuela "tem enfrentado ameaças e conspirações de pessoas que estão a tentar obter vantagens durante a pandemia". "Como é possível que na Colômbia tenha havido uma reunião com representantes do Governo dos EUA para atacar o nosso país?", perguntou Saab, que repudiou a ação. Na segunda-feira, Duque esteve num encontro com funcionários norte-americanos na Colômbia, cujo objetivo é, segundo o seu Governo, "uma estratégia de crescimento que se pode tornar um modelo para outros países da América Latina". A estratégia, denominada "Iniciativa de Crescimento da Colômbia", foi anunciada numa declaração conjunta de Duque com o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Robert O'Brien, e o chefe do Comando Sul, almirante Craig Faller, entre outros oficiais, na Casa de Nariño, a sede da presidência. Saab considerou que o objetivo da reunião era conspirar contra a Venezuela e planear novos ataques. Segundo o Governo venezuelano, o país das Caraíbas é vítima das estratégias de "guerra" lideradas pelo Presidente norte-americano e pelo homólogo colombiano, para eliminar o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a sua administração.