2020-07-18 22:59:00 Jornal de Madeira

França, Alemanha e Itália admitem sanções sobre quem violar embargo de armas à Líbia

 França, Alemanha e Itália admitiram hoje utilizar um mecanismo de sanções para fazer cumprir o embargo que impede o envio de armas e mercenários para a Líbia. Países como a Turquia e a Rússia têm estado a reforçar as fações em luta e a alimentar o conflito no país. Numa declaração conjunta, o Presidente francês, Emmanuel Mácron, a chanceler alemã, Ângela Merkel, e o presidente do Conselho italiano, Giuseppe Conte, pediram, sem nomear, “a todos os atores estrangeiros que ponham fim às crescentes ingerências e respeitem plenamente o embargo de armas estabelecido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas”. Os três líderes europeus, que estão reunidos este fim de semana em Bruxelas com os restantes dirigentes da União Europeia (UE), disseram estar “determinados” em garantir a eficácia da operação naval “Irini” da UE para que se cumpra esse embargo, para evitar “qualquer escalada”. Essa determinação inclui “um recurso eventual a sanções se as violações do embargo por mar, por terra e pelo ar continuarem”. E disseram aguardar com expetativa as propostas do alto representante da UE para a Política Externa e de Segurança, Josep Borrell. Os três dirigentes disseram estar preocupados com o aumento das tensões militares na Líbia e com o risco de “uma escalada regional”, e apelaram a todas as partes envolvidas no conflito e aos seus “apoios estrangeiros” que cessem “imediatamente” os combates.

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