2020-07-09 15:52:00 Jornal de Madeira

Bolsonaro muda discurso e já diz que isolamento "retardou contágio"

Em isolamento, em casa, após contrair o novo coronavírus, o presidente do Brasil afirmou ontem, na sua conta do Twitter, que estava "muito bem" e fez questão de voltar a falar na eficácia da hidroxicloroquina, um medicamento sem eficácia comprovada mas que, nos últimos tempos, tem sido apregoada por Jair Bolsonaro como a 'salvação' dos doentes com covid-19. "Aos que torcem contra a hidroxicloroquina, mas não apresentam alternativas, lamento informar que estou muito bem com seu uso e, com a graça de Deus, viverei ainda por muito tempo", escreveu na publicação onde se mostra a tomar o pequeno-almoço no Palácio da Alvorada. Num discurso completamente diferente, Bolsonaro admitiu que as medidas de isolamento social adotadas por prefeitos e governadores, constantemente criticadas por ele, "sempre visaram retardar o contágio" da doença no país. Em resposta a algumas mensagens deixadas pelos seus seguidores, na sequência desta publicação, o presidente disse ainda que "aos que torcem contra a Hidroxicloroquina, mas não apresentam alternativas, lamento informar que estou muito bem com seu uso e, com a graça de Deus, viverei ainda por muito tempo", afirmou. Ainda no Twitter, Bolsonaro voltou a dizer que o governo "atendeu a todos com recursos e meios necessários" durante a pandemia, citando como exemplo o auxílio emergencial de 600 Reais a trabalhadores informais. Segundo ele, "nenhum país fez como o Brasil". Apesar deste discurso, a verdade é que, ontem, o Brasil registou 1.312 mortes em 24 horas e o número de mortes por covid-19 já chegou às 66.868. Em relação ao número de infetados, o Brasil já ultrapassou os 1,7 milhões de casos.

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