2019-10-28 18:18:00 Jornal de Madeira

Menina de 11 anos morre após ser castigada com jejum de purificação no Brasil

Uma menina de 11 anos faleceu na cidade brasileira de Ubatuba, no litoral do estado de São Paulo, Brasil, devido ao fanatismo religioso da mãe e do padrasto que submetiam a criança a prolongados jejuns para supostamente se purificar. A menina chegou sem vida ao hospital pelo casal. Segundo o Correio da Manhã, os médicos chamaram a polícia ao constatarem que a criança tinha morrido por desnutrição calórica e proteica. Inicialmente o casal alegou que a menina sofria de anemia crónica, andava sempre fraca, e acusaram os médicos do hospital de Ubatuba de terem provocado a morte da menor devido a negligência no atendimento. Por sua vez, os médicos garantiram que a menina tinha chegado sem vida à unidade de saúde. Logo depois, a mãe da vítima, uma mulher de 26 anos confessou aos agentes que a filha tinha morrido após ter ficado mais de dois dias sem ingerir qualquer alimento, acrescentando ser esse o motivo pelo qual a menina realmente andava sempre fraca. De acordo com a mulher, este era um castigo recorrente aplicado para corrigir o comportamento da menina, como contar mentiras.  A progenitora acusou ainda o padrasto da menina, seu marido, um homem de 47 anos fanático religioso, de forçar a criança aos jejuns como forma de purificação espiritual. O homem admitiu sem qualquer arrependimento que realmente forçava a menina a fazer os jesus argumentando que só o sacrifício purifica os seres humanos. Acrescenta o CM que ao longo das investigações a polícia também apurou que a menina era mantida há mais de cinco meses em cativeiro, sem sair de casa, ir à escola ou brincar com outras crianças, e ficava o tempo todo trancada num quarto, sentada no chão. Posteriormente, a polícia encontrou cadernos escritos pela menina nos quais ela relata o sofrimento que era forçada a passar, ficando dias a fio sem alimento e sendo obrigada a manter exercícios físicos incessantes e a fazer orações em voz alta. O casal foi preso e incriminado pela morte da criança mediante tortura.

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