2019-06-23 22:59:00 Jornal de Madeira

Manifestação na Rússia contra arbitrariedade policial depois de prisão de jornalista

Milhares de pessoas manifestaram-se hoje em Moscovo contra a falsificação de casos pela polícia russa e contra a detenção de ativistas políticos, como o caso recente do jornalista Ivan Golunov, falsamente acusado por tráfico de droga. “A sociedade exige justiça” foi o tema da manifestação, convocada pelo Partido Libertário da Rússia, em que os oradores, a partir de uma tribuna, denunciaram os numerosos casos daquilo que chamaram de “arbitrariedade policial” e que vão desde a falsificação de provas à tortura. Segundo a agência France-Presse, a manifestação de hoje foi a mais recente de uma série de protestos desencadeados pela prisão, este mês, de Ivan Golunov, um conhecido repórter de investigação acusado de tráfico de droga, depois de a polícia ter encontrado droga na sua mochila e no seu apartamento. As acusações foram retiradas dias depois na sequência de críticas públicas e alegações de que a polícia teria estrategicamente colocado as drogas para incriminar o jornalista. A raiva por causa do tratamento dado a Ivan Golunov depressa passou para protestos sobre outros casos envolvendo jornalistas, incluindo a prisão, na semana passada, do editor de assuntos religiosos do jornal semanal independente Chernovik, Abdulmunim Gadzhiev, acusado de terrorismo. Ruslan Titov, um dos manifestantes, afirmou que o caso de Ivan Golunov não é o único do género. De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, entre as situações mais flagrantes de arbitrariedade policial está o caso do anarquista Azat Miftajov, estudante de pós-graduação em matemática, detido em 01 de fevereiro deste ano por ser suspeito de fabricar um engenho explosivo. Miftajov denunciou ter sido detido por agentes da polícia que o torturam para que confessasse. Quatro dias depois da detenção, um juiz ordenou a sua libertação por falta de provas.

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