Liliana Rodrigues faz aprovar direito ao aborto para vítimas de violação em contexto de guerra
2017-02-28 18:12:04 Diário de Notícias da Madeira

Liliana Rodrigues faz aprovar direito ao aborto para vítimas de violação em contexto de guerra

O comunicado de Liliana Rodrigues lembra que “no Ruanda, entre 100 mil e 250 mil mulheres foram violadas durante o genocídio de 1994. As agências da ONU estimam que mais de 60 mil mulheres foram violadas durante a guerra civil na Serra Leoa (1991-2002), mais de 40 mil na Libéria (1989-2003), cerca de 60 mil na antiga Jugoslávia (1992-1995) e pelo menos 200 mil na República Democrática do Congo desde 1998. Segundo a ONU, há pouco mais de um ano, os militares que combatem pelas forças governamentais do Sudão do Sul foram autorizados a violar mulheres como forma de pagamento. Mesmo após o término do conflito, os impactos da violência sexual persistem, incluindo gravidezes indesejadas, infecções sexualmente transmissíveis e estigmatização no seio da comunidade. A própria violência sexual tende a continuar, ou mesmo a aumentar, após o conflito, em consequência da insegurança e da impunidade dos perpetradores”, acrescenta a nota de imprensa.

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