2021-03-21 09:18:00 Jornal de Madeira

Crise económica acentuou desigualdades na Europa

A crise económica desencadeada pela pandemia de covid-19 está a provocar o agravamento das desigualdades na Europa, com estudos e relatórios a demonstrarem a dimensão dessa realidade. Na Alemanha, sem que se conheçam ainda números oficiais, um relatório que vai ser apresentado em breve pelas autoridades revela que a pandemia “vai acelerar mais a tendência de desigualdade”. Na Bélgica, quase uma em cada quatro pessoas não consegue fazer face a uma despesa imprevista, segundo dados para 2020 publicados em janeiro pelo instituto de estatística belga Stabel. Já em Espanha, várias organizações não-governamentais e organizações sociais reconhecem que a doença covid-19 está a provocar um aumento das desigualdades entre ricos e pobres, além do aumento do número de pessoas sem meios para subsistir. Em França, o aumento da taxa de desemprego é um dos índices que contribui para este diagnóstico, a que se junta o acréscimo de 10% de franceses que passou a receber o equivalente ao rendimento social de inserção em 2020. Finalmente, no Reino Unido, segundo a Fundação Joseph Rowntree, antes da pandemia 14,5 milhões de pessoas já viviam na pobreza, o que equivale a mais de 20%. Fatores como despedimentos, redução de salários e inflação como resultado da pandemia colocaram mais cerca de 700 mil pessoas nesta situação, de acordo com análises do Instituto Legatum, um ‘think tank’ com sede em Londres.

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