2019-06-06 13:33:00 Jornal de Madeira

Antonoaldo Neves admite que "prémios até poderiam ser maiores"

O presidente da Comissão Executiva da TAP, Antonoaldo Neves, esclareceu hoje que o programa de prémios na empresa tem prevista a atribuição de prémios individuais e estes "poderiam até ter sido maiores se a empresa tivesse gerado lucro" em 2018. "Esse plano de prémios poderia até ter sido maior se a empresa tivesse gerado lucro e não tem nada de errado com isso", disse o responsável aos jornalistas à margem de um evento no Aeroporto de Cascais, em Tires, lembrando que a empresa defende uma cultura de meritocracia, gestão de empenho e entrega de resultados. Antonoaldo Neves lembrou que o programa de prémios implementado na empresa - que resultou de acordos com os sindicatos do setor - tem três componentes (empresa, departamentos e desempenho individual) e que a componente dos resultados da empresa não foi paga a nenhum trabalhador conforme previsto, uma vez que a empresa obteve prejuízo em 2018. Em 2019 também haverá programa de prémios "para ser pago em 2020", disse. Segundo o presidente da TAP, foi o comité de moderação que definiu os critérios e atribuiu os prémios com base "nas melhores práticas de promoção e reconhecimento" que existem atualmente. "O que entregámos no ano passado foi extraordinário e foi a componente individual e desempenho dos departamentos que fizeram um trabalho extraordinário", reforçou Antonoaldo Neves, lembrando as adversidades que afetaram a empresa nomeadamente ao nível da escalada do preço do petróleo. "Estou muito seguro daquilo que a TAP tem feito e de como tem evoluído. Os trabalhadores merecem", disse. Sobre o valor de um milhão de euros por ano, o gestor lembrou que a TAP paga mais de 700 milhões de euros por ano e que o valor que os trabalhadores criaram para a empresa é de "centenas de milhões de euros". Segundo Antonoaldo Neves, a cultura de meritocracia é o que faz a empresa "crescer e gerar renda [rendimento] em Portugal" e é uma aposta para continuar e, por isso, acredita que a atribuição do programa de prémios não ameaçará a paz social na empresa porque os trabalhadores e os sindicatos compreendem esta aposta. "A segurança que temos em relação à paz social é muito grande", disse o gestor, insistindo que não há "um trabalhador na TAP que se possa queixar de não ter tido melhoria das suas condições financeiras no ano passado".

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