2022-07-02 21:57:00 Jornal de Madeira

Jogos do Mediterrâneo: Velejador madeirense João Tiago Abreu em busca de Paris2024

O velejador madeirense João Tiago Abreu, do Centro Treino Mar, tem representado Portugal na nova classe olímpica da vela, o Foil, nos Jogos do Mediterrâneo Oran2022, um tipo de prova “bonita de ver”, que espera mostrar em Paris2024.   Em El Ançor, no Centro Náutico Les Andalouses, a comitiva portuguesa da vela, com ILCA 6, ILCA 7 e Foil, tem conseguido resultados consistentes e dentro do ‘top 10’ das tabelas, com a corrida final agendada para domingo. O único representante no Foil é o madeirense João Tiago Abreu, que aproveita a nova classe olímpica, sucessora do RS:X, elevando o windsurf à boleia de ventos de inovação. “O Foil é a nova classe do windsurf, vem substituir a RS:X, e acho que esta classe é superdivertida, andamos a velocidades bastante elevadas, vamos acima de água. Acho que é bonito de ver”, declara, em entrevista à Lusa. A aprendizagem da nova classe “foi um bocado natural”, mas “conseguir velejar bem ainda tem as suas diferenças”, da posição do corpo, “algumas afinações”, e uma grande diferença, “o peso”. “Para andar de Foil, o peso passou a ser 10 quilos superior ao que era no RS:X. Quanto mais pesado, mais se consegue aguentar o Foil, e acelerar mais, desde que esteja a voar. Isso é a principal diferença”, declara. Em Portugal, está a surgir, nas camadas jovens, “quem se interesse por isso, e a andar bem”, mas é preciso aumentar o número de praticantes ao alto nível, em seniores, “para ter uma equipa forte, talvez não para estes Jogos Olímpicos, mas para os próximos”. Ainda assim, “Paris2024 é o objetivo” pessoal. “Os apuramentos começam no Mundial do próximo ano. Vou trabalhar bastante para chegar lá”, conta. Depois de um Europeu “que não foi assim tão bem conseguido”, o campeonato do mundo em outubro é o objetivo. Para Paris2024, numa modalidade que em termos de custos acabou por ficar sem grande variação de preço, diz, em relação ao RS:X, é preciso “trabalhar bastante”, numa classe que pode ser nova, mas “em que o nível a cada competição sobe cada vez mais”, se descobrem coisas novas e os velejadores “ficam cada vez melhores”. Portugal tem agora 12 medalhas na prova, somando os ouros de Diogo Ribeiro e Rafael Reis, à prata de Ana Catarina Monteiro, Jieni Shao, Lorène Bazolo, Liliana Cá e da equipa masculina de ténis de mesa, e os bronzes de Evelise Veiga, Filipa Martins, Tiago Pereira, João Geraldo e da equipa feminina do ténis de mesa. Os Jogos do Mediterrâneo Oran2022 arrancaram em 25 de junho e decorrem até 06 de julho, com mais de três mil atletas de 26 países diferentes, incluindo 159 portugueses em 20 disciplinas.

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