Brício Araújo de saída da AD Camacha
O presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Desportiva da Camacha, Brício Araújo, deixará as suas funções no clube após o ato eleitoral previsto para o próximo dia 2 de julho (sábado). A decisão foi comunicada pelo próprio, em comunicado enviado ao JM, despedindo-se do emblema camachense, onde colaborou por vários anos, em diversas funções, desde a sua integração em cargos diretivos, a colaboração no futebol jovem, assumindo depois a responsabilidade de presidir à Mesa da Assembleia Geral. Agora, Brício Araújo encerra um longo ciclo, adiantando que a partir do próximo ato eleitoral continuará a seguir a vida do clube, de outra forma. Confira a mensagem de despedida na íntegra: "Caras e Caros Sócios, Dirigentes, Atletas, Técnicos, Colaboradores, Amigos e Simpatizantes da Associação Desportiva da Camacha,Iniciei o meu percurso na Associação Desportiva da Camacha muito cedo, primeiro como atleta, em todos os escalões de formação, orientado por nomes importantes desta casa, como o Rui Rodrigues, o João Gonçalves e o Osvaldo Desidério, homens desta terra, do desporto e do futebol, com quem o clube deve continuar a contar. Em 2005, no dia 20 de junho, depois de uma abordagem do Sérgio Teixeira para colaborar no futebol jovem, acabei por assumir, com o Agostinho Silva, responsabilidades na Assembleia Geral, então presidida por Álvaro Nóbrega, um dos nomes enormes desta terra, com quem tive o privilégio de trabalhar e de pensar a Camacha e a quem deixo hoje uma palavra de reconhecimento, respeito, profunda admiração e sentida homenagem. No dia 8 de Maio de 2006, aceitei o convite do Presidente José Aurélio Antunes para integrar a sua Direção, na qual assumi funções como Vice-Presidente. Acompanhei, depois, também como Vice-Presidente da Direção, o Presidente Celso Almeida e Silva, com quem tive sempre uma relação de enorme cumplicidade e respeito, e que, em agosto de 2014, me dirigiu um honroso convite para Presidir à Assembleia Geral. Nesse dia tive a plena consciência que se tratava de uma das maiores responsabilidades da minha vida: suceder a grandes nomes da Camacha na mais alta representação dos sócios da Associação Desportiva da Camacha. Aceitei o desafio que assumi com enorme sentimento, muita emoção e, acima de tudo, com um tremendo sentido de serviço à instituição e à terra que me viu nascer. Tive apenas uma exigência: ter comigo neste órgão o Dionísio Barreto e o Paulo Adriano Silva que me acompanharam até hoje. Deixo-lhes, também, o meu agradecimento pela lealdade, disponibilidade, cumplicidade e dedicação de sempre. Todos estes anos foram absolutamente desafiantes e maravilhosos, mas, quem os viveu por dentro, sabe que não foram nada fáceis. A Associação assumiu um legítimo e arrojado processo de crescimento desportivo e logístico, com especiais exigências financeiras que obrigaram muitos dos seus dirigentes a evolverem-se pessoalmente, garantindo inclusivamente responsabilidades bancárias. Não podemos esquecer que a grandeza atual foi construída em cima de um esforço pessoal tremendo de todos aqueles que por aqui passaram e que puseram a Associação e a Camacha acima de qualquer outro interesse. Há um esforço verdadeiro que deve ser sempre lembrado e que a história não apagará. Formámos Homens, colocámos e mantivemos nas competições nacionais o clube da freguesia onde pela primeira vez se jogou futebol em Portugal. Fizemos crescer um complexo desportivo extraordinário, modernizámos o clube, introduzimos novas dinâmicas e novos procedimentos, atualizámos o modelo estatutário da Associação Desportiva da Camacha, reestruturámos compromissos financeiros que cumprimos integralmente e em condições que soubemos tornar favoráveis. Depois de todas as exigências, e apesar de termos enfrentado dificuldades circunstanciais e conjunturais com as quais não contávamos, superámos tudo e alcançámos uma estabilidade transversal que permite hoje uma gestão desportiva, logística e financeira muito tranquila. Foi um percurso extraordinário e tudo fez sentido. Quero, por isso, hoje deixar uma palavra de agradecimento a todos aqueles com quem me cruzei nesta instituição e com quem tive o gosto e o privilégio de trabalhar. Deixo, neste momento, uma referência sentida aos que fizeram nascer este clube, aos sócios fundadores, a todos os dirigentes que passaram por esta casa e a todos aqueles que, verdadeiramente, fizeram crescer a Associação Desportiva da Camacha e a trouxeram até aqui. Uma palavra de homenagem e profundo reconhecimento a todos aqueles que põem os interesses do clube acima de qualquer vaidade ou de qualquer interesse pessoal. Permitam-me que o faça lembrando o nosso sócio número 1: José de Jesus Silva, pessoa humilde e Homem amigo que nos deve sempre inspirar na sua lealdade e amor simples à Associação Desportiva da Camacha. Assumi a transição para o Presidente Ricardo Miranda e estou muito grato e muito orgulhoso por todo este percurso e consciente de que cumpri com humildade a minha missão. É, pois, tempo de ceder o lugar. Depois de tudo, entendo que tenho, neste momento, a obrigação de lançar ao clube o enorme desafio de continuar a encontrar alguém que ame verdadeiramente a Camacha e que tenha um peso histórico que legitime o exercício de uma tão nobre função de representação dos sócios. Serei, a partir do próximo ato eleitoral, que marquei já para o dia 02 de julho de 2022, um sócio absolutamente normal que viverá e sentirá sempre intensamente a Associação Desportiva da Camacha, o clube da minha terra que é, também, em Portugal, a terra do futebol. Um abraço amigo a todos, Brício M. de Araújo".