2022-01-05 22:25:00 Jornal de Madeira

Djokovic vê visto retirado e terá de deixar a Austrália

O tenista sérvio Novak Djokovic, número um mundial, viu hoje o seu visto ser retirado pelas autoridades australianas e vai ter de deixar o país, falhando assim a participação no Open da Austrália, anunciaram hoje as autoridades. "A Autoridade Fronteiriça da Austrália pode confirmar que Djokovic não forneceu provas apropriadas para cumprir os requisitos de entrada na Austrália. O seu visto foi, por isso, cancelado", lê-se num comunicado da autoridade. Djokovic tinha dito que tinha recebido uma autorização especial para viajar para a Austrália, apesar de alegadamente não estar vacinado contra a covid-19, para poder disputar o primeiro 'Grand Slam' da temporada. Contudo, à chegada ao país, Djokovic foi retido no aeroporto de Melbourne, supostamente pelo facto do tipo de visto solicitado não contemplar isenções médicas. Os advogados de Djokovic ainda vão tentar recorrer desta decisão. Segundo os media australianos, o nove vezes vencedor do Open da Austrália não terá preenchido o formulário correto para o tipo de visto que solicitou. Segundo o jornal the Australian, Djokovic está a tentar entrar no país com um visto de trabalho, que "exigia a concordância do governo do estado de Vitória", do qual Melbourne é a capital. A ministra de Estado de Victoria, Jaala Pulford, disse num tweet que as autoridades que representa se recusaram a apoiar o pedido de visto com a dita exceção médica. “O governo federal questionou se vamos apoiar o pedido de visto do Novak Djokovic para disputar o Open da Austrália e não o vamos fazer. Sempre dissemos que os vistos são uma questão do governo e que as isenções médicas são da responsabilidade dos médicos”, esclareceu. Por sua vez, a ministra de assuntos internos, Karen Andrews, disse, em comunicado, que “qualquer indivíduo que pretenda entrar na Austrália deve cumprir rígidos requisitos de fronteira”. Na terça-feira, Djokovic anunciou a sua partida para a Austrália para disputar o torneio, que decorre entre 17 e 30 de janeiro, graças à obtenção da dita exceção médica, cujos motivos de atribuição nunca foram explicados, o que provocou fortes críticas em todo o país, desde os media ao mundo político e comunidade desportiva. O caso chegou ao primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, que garantiu que seriam exigidas explicações sobre a “isenção médica” para entrar no país sem provar o seu status de vacinação, sob pena de o atleta ser mandado "para casa no primeiro avião". O diretor do torneio, Craig Tiley, também pediu a Novak Djokovic que revelasse o motivo da sua exceção. O Open da Austrália disputa-se de 17 a 30 de janeiro, em Melbourne, e Djokovic ia tentar vencer o 21.º troféu num 'Grand Slam' e ultrapassar os recordistas Rafael Nadal e Roger Federer.

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