Vendaval de leste conquista Taça em contrarrelógio
Com um modelo competitivo fora dos moldes habituais, e em modo contrarrelógio (oito jogos em pouco mais de um mês), a AD Machico conquistou este domingo a Taça da Madeira, única prova futebolística de seniores realizada esta temporada ao nível regional. A formação orientada por Luís Pestana chegou ao título fruto de um vendaval ofensivo poucas vezes visto, 27 golos marcados, e uma defesa sólida (5 sofridos), ainda assim foi necessário o recurso ao desempate por grandes penalidades para ultrapassar o CF Andorinha na final. É preciso recuar até 1998/99 para encontrar o último título deste histórico do desporto madeirense. Apesar do jejum, Raul Miranda, presidente do emblema, considera que “não são feitas contas aos anos que não se ganha, mas sim ao trabalho de continuidade que tem vindo a ser desenvolvido”. A senda de sucesso contou com a presença de muitos adeptos nos treinos e nos jogos, o que leva tanto o presidente como o treinador Luís Pestana a considerar que estes foram vitais na conquista do título. “Tem sido notório que as pessoas de Machico estão comprometidas com o clube. O aparecimento de grupos organizados de adeptos, que junta ‘malta’ nova, antigos atletas, entre outros, tem resultado com que a equipa fique comprometida”, vincou Raul Miranda. Já o técnico, que deverá definir a continuidade ou não na AD Machico ainda esta semana, diz que foi “brutal” o apoio dos aficionados e que “a caminhada tornou-se mais fácil com os adeptos”. Luís Pestana revelou ainda que “mesmo com chuva, as pessoas afetas ao clube não deixaram de comparecer nos treinos”. Para além dos adeptos, o presidente do clube teceu elogios ao trabalho da equipa técnica e ao departamento clínico, que foi capital na recuperação dos jogadores numa prova com tantos jogos em tão pouco tempo. Ainda sobre a chave do sucesso em tão curto período, o técnico natural de Câmara de Lobos, que nunca perdeu um jogo fora de casa em competições regionais, sublinha que a “intensidade e seriedade posta no trabalho foram o segredo para chegar longe, num grupo bastante forte e unido que se transformou numa família”.