Rui Jorge aponta ao primeiro lugar do grupo de apuramento para o Europeu sub-21
O selecionador dos sub-21 de Portugal, Rui Jorge, voltou hoje a apontar ao primeiro lugar do Grupo 7 de qualificação para o Europeu2021, de forma a conseguir a qualificação direta para a competição. No decorrer de uma conferência de imprensa de antevisão da partida de terça-feira, frente à Bielorrússia, o técnico assumiu que a alteração das regras de acesso à prova, devido à pandemia de civid-19, torna a qualificação “diferente”, mas rejeitou comentar uma possível qualificação como um dos melhores segundos classificados da fase de apuramento. “Não são as contas que fazemos neste momento. As nossas contas são vencer os nossos jogos e ainda chegar ao primeiro lugar do grupo”, atirou Rui Jorge na conferência de imprensa realizada à distância, na qual os jornalistas colocaram as perguntas por mensagem escrita a um representante da Federação Portuguesa de Futebol, que as transmitia ao técnico na Cidade do Futebol, em Oeiras. Em plena pandemia de covid-19, o técnico admitiu que “todos os cuidados e regras a cumprir tornam a experiência diferente”, mas mostrou-se confiante de que a adaptação ao facto de os jogadores estarem em momentos de forma diferentes devido à longa paragem “vai correr bem” e, apesar do cansaço e da longa viagem de regresso do Chipre, onde Portugal venceu na sexta-feira por 4-0, acredita que os jogadores “vão estar em condições ótimas de disputar o jogo”. Em que sistema tático o irá fazer, Rui Jorge não levantou a ponta do véu, mas admitiu que a utilização de um sistema de três centrais é uma possibilidade em aberto para o futuro da equipa, em função do cariz vincadamente ofensivo dos laterais da atual geração. “Há essa hipótese. Acho que a qualidade de um jogador de seleção deve obrigá-lo a saber jogar e a cumprir em todos os sistemas e obviamente que essa será uma possibilidade em aberto”, admitiu o treinador. Sobre o adversário de terça-feira, Rui Jorge lembrou que Portugal sentiu “alguma dificuldade para marcar lá”, na partida da primeira volta, que a seleção venceu por 2-0, e disse esperar “um adversário difícil de ultrapassar” e “difícil de lidar com a profundidade deles”, apesar das boas indicações deixadas pela equipa no último encontro, no Chipre. “Vi a segurança com bola da nossa equipa, simplicidade no jogo e a boa relação que tiveram com a bola. Esses são princípios que uma seleção como a nossa deve ter. Não é fácil criar muitas oportunidades de golo quando a aglomeração próxima da baliza é grande, mas teremos de ter essa paciência para encontrar espaços onde eles escasseiam”, apontou.