MUDAS recebe doação e expõe obras de Élia Pimenta
Sobre a sua obra, António Marques da Silva referia, em 1996, que “criou um universo em que pequenos animais simultaneamente amáveis, inquietantes, e estranhos, irrompiam pela terra”, num ato de transfiguração que os liberta e metamorfoseia em formas de sugestão humana, ponteadas pelo vibrismo e exuberância da cor que imprime sobre a tela e, pela turbulência dos movimentos que lhes impõe. Sobre zoomorfismo da sua obra, Idalina Sardinha (1996), aponta que “esta quase obsessão pelos pássaros, pelos animais, presente já nos seus desenhos e gravuras (...) parece querer reconciliar, num mundo fabuloso, o mundo dos animais e dos homens”. Curiosamente, Élia Pimenta, refere-se ao seu trabalho como “ uma maneira de reflectir e afirmar a razão de existir...” (palavras extraídas do catálogo da exposição retrospectiva da sua obra - Uma Exposição Forte, realizada em 1996 no Museu de Arte Contemporânea do Funchal, em referência ao seu diário pessoal).