2023-09-02 20:40:00 Jornal de Madeira

Durão Barroso diz que europeias devem ser “prioridade imediata” do PSD

O antigo primeiro-ministro Durão Barroso defendeu hoje que as eleições europeias do próximo ano devem ser a “prioridade imediata do PSD”, apelando à mobilização do partido que disse ter “autoridade e credibilidade” para falar de Europa. “No PSD, somos o partido por excelência da Europa e devemos ter orgulho nisso”, afirmou o antigo presidente da Comissão Europeia, numa aula da Universidade de Verão do PSD sobre “A Europa e o Mundo: Desafios e Perspetivas”. No final da sua intervenção inicial, Durão Barroso fez questão de deixar uma palavra sobre o PSD, partido que liderou entre 1999 e 2004. “No PSD temos experiência, temos autoridade e temos credibilidade para falar de União Europeia”, defendeu. Por isso, apelou, o partido deve estar mobilizado para as eleições europeias de 09 de junho de 2024. “Devemos estar a preparar as nossas equipas, ter uma mensagem para o país e dizer como vamos executar o projeto nacional em articulação com o projeto europeu”, pediu. Durão Barroso defendeu que esse é o desafio a curto prazo e “a prioridade imediata” do PSD, apelando a que o partido saiba “construir o futuro” apoiado na sua história em matéria europeia. “O futuro não é amanhã, é já hoje”, frisou. Na sua quarta participação nesta iniciativa de formação política – esteve na sua génese e participou na primeira edição em 2003, em 2006 como presidente da Comissão Europeia e novamente em 2015 -, Durão Barroso salientou o papel do PSD na construção europeia, destacando Cavaco Silva, Passos Coelho e o seu próprio contributo, quando liderou a Comissão. Ao longo de duas horas – no final das quais foi aplaudido de pé e com gritos ‘PSD, PSD’ - apresentou os principais avanços da União Europeia desde a sua génese e defendeu que as várias crises geraram na União Europeia sempre maior integração, dando como um dos exemplos a crise das dívidas soberanas. “Em 2012 organizei um jantar na Comissão Europeia chamando os economistas chefes dos maiores bancos da Europa e todos menos um disseram que no final do ano a Grécia estaria fora do euro. Estavam completamente enganados, porque subestimaram a capacidade política da integração europeia”, recordou. No topo das suas preocupações com a União Europeia, apontou o envelhecimento do continente europeu – ao contrário do dinamismo de continentes como a Ásia ou África -, ou a falta de acordo numa política de asilo e integração. “Portas abertas sim, portas escancaradas não”, defendeu, considerando que se as populações percecionarem que não há qualquer controlo de fronteiras crescerão “os partidos de extrema-direita xenófobos e por vezes racistas”. Durão Barroso é também presidente da Aliança Global para as Vacinas, presidente dos conselheiros internacionais da Goldman Sachs e professor universitário, tendo ocupado o cargo de primeiro-ministro entre 2002 e 2004 e do de presidente da Comissão Europeia entre 2014 e 2024. liderou o PSD entre 1999 e 2004

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