2023-05-10 11:32:00 Jornal de Madeira

Marcelo fala em uma Europa “mais forte” e despida de “populismos”

O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, na sua alocução no hemiciclo de Estrasburgo, referiu que Portugal e os portugueses estão alinhados com o projeto europeu, nos seus valores definidores, mas adiantou que se pretende uma Europa mais “forte”. Também evocou os lugares vazios que, considerou, são passíveis de dar azo a “populismos”. “Queremos uma Europa mais forte que lidere e que antecipe”, exortou Marcelo Rebelo de Sousa, corroborando: “O mundo merece uma Europa mais forte”.  No seu discurso, que assinala a comemoração do Dia da Europa [9 de maio], o Presidente de Portugal, falou na UE como putativa potência mundial. Isto, assim deu a entender, se souber cumprir com os desígnios e desafios futuros. Um dos quais, note-se, reside na tarefa de aproximar os cidadãos à Europa e às suas instituições, assim como, já numa segunda ideia, a recuperação económica.  “A recuperação económica europeia tem de ser acelerada para aproximar mais os europeus da União Europeia (UE)”, relevou Marcelo Rebelo de Sousa, explicando que não se pode adiar a clareza das “linhas mestras” europeias para o futuro. “Porque se adiarmos essa decisão, tudo ficará mais pesado”. Não ficou de fora do seu discurso a política de relacionamento com outros continentes, “que é mais vasto do que políticas de migrações”, registou.  A propósito desse espetro, o chefe de Estado português questionou: “A União Europeia quer ficar distante – fechada sobre si mesma –, por causa de causas antigas ou quer ser aberta?”   UE não se coaduna com ‘egoísmos nacionais’ Relativamente à questão das migrações, Marcelo Rebelo de Sousa destacou: “Não pode adiar aquilo que a prazo só criará problemas nas migrações, na compreensão do peso da Europa no mundo Os egoísmos nacionais têm de ceder perante os valores da UE”. No mais, sintetizou a continuação da aposta no clima. “A União Europeia tem de ser pioneira no clima, na ciência, no digital, na economia. Se não o for, ficará para trás, não será potência mundial”.  “A União Europeia tem de acelerar a mudança geracional, não pode esquecer os menos jovens, mas tem de apostar na juventude”, afirmou, numa clara alusão à alienação dos jovens destes assuntos. Falou, portanto, de uma Europa que não aliene os jovens e rejuvenesça os sistemas políticos, porque, caso contrário, estes serão preenchidos “por vazios”, assim considerou. Exemplo disso são os movimentos inorgânicos e populismos.  A curto prazo, salientou “uma urgência muito imediata em enfrentar esta guerra e garantir o caminho para uma paz, justa e moral”. “Só se ganha o futuro numa perspetiva de médio e longo prazo, evitando os vazios”, reiterou na ocasião. “Eu, Portugal, os Portugueses acreditamos na Europa, nos seus valores e princípios definidores. Acreditamos na liberdade, no liberalismo, na justiça social: nos direitos humanos”.

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