Santos Silva recorda professor Luís Moita como “referência cívica e moral de várias gerações”
O presidente da Assembleia da República recordou o professor e sociólogo Luís Moita, que morreu hoje aos 84 anos, como uma “referência cívica e moral de várias gerações”, antes e depois do 25 de Abril de 1974. “Luís Moita continuará bem vivo na memória dos que com ele aprenderam a estar no lado certo da história: na luta pela paz, a descolonização, a democracia mais avançada possível, a espiritualidade viva. Antes e depois do 25 de Abril, uma referência cívica e moral de várias gerações”, lê-se numa mensagem publicada na conta oficial de Augusto Santos Silva na rede social ‘Twitter’. O professor, sociólogo e investigador Luís Moita faleceu hoje aos 84 anos, anunciou a Universidade Autónoma de Lisboa, da qual foi vice-reitor, em comunicado. "A Universidade Autónoma Luís de Camões acaba de perder um dos seus pilares, deixando a comunidade académica mais pobre e de luto. A melhor homenagem que a UAL pode fazer ao Professor Luís Moita é honrar a sua memoria, continuando o combate por uma universidade aberta ao mundo, tendo sempre a ética como fundamento de toda a ação. Tentaremos. Até sempre, Professor Luís Moita", afirma aquela entidade na nota. Luís Moita foi um dos protagonistas da vigília da Capela do Rato, em 1972, e um estudioso da guerra e da paz, que cooperou com os países africanos. O sociólogo, que se doutorou em Ética pela Universidade Lateranense, em Itália, em 1967, foi sacerdote católico e um opositor ativo contra a guerra e a ditadura, motivo pelo qual foi preso político em Caxias. Além de vice-reitor, Luís Moita foi membro do Conselho Científico da Universidade Autónoma de Lisboa, professor catedrático de “Teorias das Relações Internacionais”, diretor do Departamento de Relações Internacionais, e orientou durante largos anos a unidade de investigação OBSERVARE - Observatório de Relações Exteriores, refere o estabelecimento de ensino superior privado.