2022-03-26 13:13:00 Jornal de Madeira

Alberto João Jardim vê um “futuro negro” para o PSD e não descarta desaparecimento

Alberto João Jardim, ex-presidente do Governo Regional da Madeira, afirmou esta semana que antevê um “futuro negro” para o PSD. A posição do antigo governante foi dada a conhecer numa entrevista publicada na edição de hoje do Jornal de Notícias, ao qual reiterou ser urgente “pensar que tipo de modelo é necessário para o futuro do PSD”. “Tem de ser um modelo social-democrata, um modelo rigorosamente ao centro e sobretudo que desperte de novo o interesse das elites pela política. O que é que até agora se passou? Nos últimos quatro anos, a maçonaria, que já tem bom posicionamento dentro do PS, também quis tomar o PSD de assalto. E quis retirar ainda mais a pouca transparência que existe na vida democrática portuguesa”, afirmou. “Não ponho em causa o direito de associação, o direito de reunião, o direito de expressão de qualquer entidade, mesmo que seja a maçonaria, o que não posso aceitar é que numa democracia não haja transparência”, continuou. Perante este cenário, Alberto João Jardim considerou que apenas existe uma maneira de se combater “o que se fez ao PSD”. “Primeiro, ver o perfil do candidato que é preciso para liderar o partido e parece-me que esse perfil tem de ser de uma pessoa que não esteja ligada às sociedades secretas e que tenha o mínimo de prestígio junto da sociedade civil para as pessoas verem que está ali alguém que pode tirar a sociedade portuguesa do beco em que está metida. Segundo, também é preciso não pôr a dirigir o partido todos esses meninos que andaram a criar instabilidade nos últimos quatro anos, porque isso seria beneficiar o infrator. E, em terceiro lugar, não se pode vir com a ideia que já vi em certos círculos que não tem nada a ver com a maçonaria, nem com os meninos traquinas, que é deixar desertificar o partido nos dois primeiros anos e depois toma-se conta disso”, explicou. Já questionado se o PSD pode desaparecer como o CDS, o ex-líder do executivo madeirense foi categórico na sua resposta. “Sem dúvida. É preciso encontrar alguém, mas não estamos na altura de atirar nomes cá para fora”, reiterou, recusando falar em nomes para suceder a Rui Rio. Por sua vez, refletindo sobre a situação económica do país, que lida com as consequências da covid-19 e os efeitos colaterais da guerra na Rússia, Alberto João Jardim aditou ainda que “o PS vai arrastar o país para uma das maiores crises de sempre”, afirmando, no entanto, acreditar que o primeiro-ministro António Costa pode não ter condições para terminar o mandato. “Se a rua se indignar e se a sociedade civil se mexer, não chega ao fim dos quatro anos. O problema não é o Parlamento, é saber se a nação vai aceitar os disparates que são costume do Partido Socialista”, atirou.

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