2021-12-06 05:00:00 Jornal de Madeira

“Se adesão continuar não há nada para tornar obrigatório”

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde considerou ontem que “não há nada para tornar obrigatório” se a adesão à vacinação contra a covid-19 se mantiver. No dia em que Portugal assinalou mais 23 mortos por covid-19 e mais 3.786 novas infeções com o vírus da doença, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, disse hoje estar muito preocupado com a “tendência crescente” da pandemia em Portugal. “Estamos, claro, muito preocupados. Estamos com 374 de índice de incidência por 100.000 habitantes a 14 dias. Estamos com um índice transmissibilidade de 1,13, portanto, ainda superior a 1. E é claro que isso nos preocupa por ter uma tendência crescente”, afirmou aos jornalistas António Lacerda Sales, em Leiria, onde, ontem, visitou o centro de vacinação contra a covid-19. O governante insistiu na necessidade de acelerar a vacinação e o reforço da testagem, assim como no “controlo de fronteiras, com a obrigação do teste à chegada”. Mas, numa intervenção mais otimista, referiu que não há nada para tornar obrigatório se a adesão à vacinação se mantiver. Aliás, o secretário de Estado destacou que os portugueses aderem histórica e culturalmente à vacinação. “Na minha perspetiva, eu acho que se continuarmos com o exemplo de cidadania que hoje aqui estamos a ver, com o exemplo de cidadania que temos visto nos portugueses ao longo destes meses de vacinação, eu acho que não há nada para tornar obrigatório, porque os portugueses aderem por si só a estas mensagens de sensibilização”, afirmou Lacerda Sales. “Temos um plano de vacinação com uma cobertura superior a 97, 98 por cento. Portanto, os portugueses estão habituados a aderir à vacinação, aderem à vacinação histórica e culturalmente”, prosseguiu. António Sales destacou ainda que se atingiu “a meta de um milhão e meio de pessoas vacinadas” com a dose de reforço contra o novo coronavírus “14 dias antes” da data com a qual o Governo se tinha comprometido. À pergunta se espera este grau de adesão, caso a Direção-Geral da Saúde entenda vacinar crianças com menos de 12 anos, o secretário de Estado respondeu que primeiro é necessário o parecer da Comissão Técnica de Vacinação. Mais preocupado, mostrou-se com os serviços de saúde. Adiantou que foi pedido “a todos os hospitais e a todos os serviços de saúde planos de contingência” e que “as escalas de banco estivessem asseguradas”.

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