Adesão à greve convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos
A esmagadora maioria dos trabalhadores dos serviços aduaneiros, em aeroportos e nos terminais marítimos, aderiu à greve convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), cumprindo apenas os serviços mínimos obrigatórios. A paralisação, que se estende até ao próximo domingo, teve mais impacto nestas áreas, devido ao feriado, com os demais serviços de finanças e aduaneiros encerrados. Esta manhã, uma delegação da direção nacional e da direção distrital de Setúbal do STI deslocou-se ao Terminal XXI de Sines, o maior porto de contentores do país e dos maiores da Europa, tendo reunido com os trabalhadores que, em serviços mínimos, garantiram apenas o desalfandegamento de géneros alimentares deterioráveis, animais vivos, mercadorias legalmente consideradas perigosas (produtos inflamáveis, explosivos, tóxicos e combustíveis), medicamentos urgentes, produtos ou aparelhos indispensáveis à realização de cirurgias ou exames, no próprio dia ou no dia seguinte, em instituições hospitalares e féretros. Amanhã, para cumprir o segundo dia de greve, Ana Gamboa, Presidente STI, desloca-se pelas 9 horas ao Serviço de Finanças de Lisboa 1 ( Av. Gen. Roçadas, 11 B), para um ponto de situação, com o foco no desfalque nos recursos humanos e entupimento dos serviços com claros prejuízos para os contribuintes. A regulamentação do novo regime das Carreiras Especiais da Autoridade Tributária e Aduaneira, a abertura do concurso para a transição das carreiras subsistentes, a abertura de todos os procedimentos concursais anunciados em 2019, a conclusão dos concursos e mobilidades pendentes há mais de dois anos e o reforço dos quadros das carreiras especiais com a abertura do concurso externo são o mote para a greve convocada pelo STI - que congrega cerca de oito mil trabalhadores da AT. Ainda no leque de problemas a resolver, o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos destaca o estado de crescente degradação da AT que leva a que os trabalhadores se sintam injustiçados, extenuados e descrentes, a deficiente gestão de recursos humanos, a robotização das funções inspetivas e a falta de condições para prestar um bom e eficaz serviço no apoio ao cumprimento, no controlo da fronteira externa da União Europeia e na prevenção, investigação e combate à fraude e evasão fiscal e aduaneira.