Impasse político mergulha o país num limbo de opiniões diversas e divergentes
É o primeiro Orçamento de Estado da hisória da democracia portuguesa a cair. Depois da crise financeira, do confinamento, agora é o OE a originar uma crise política. O País aguardou em suspenso até ao “último minuto”, mas o BE e o PCP cumpriram o prometido e, sem surpresas, reprovaram aquele que durante os dois dias de debate foi apelidado de “o Orçamento mais esquerda”. A votação na generalidade determinou a reprovação da proposta com os votos a favor do PS (108) e os votos contra do PSD (79 deputados), CDS-PP (5), Chega (1), Iniciativa Liberal (1), Bloco de Esquerda (19), PCP (10) e PEV (2), além das abstenções do PAN (3), Joacine Katar Moreira (1) e Cristina Rodrigues (1). Com o chumbo, a ‘bola’ passou agora para o Presidente da República que, a tempo, avisou o que faria perante este fecho: a dissolução da Assembleia da República, o que fará cair o Governo e o País ir para eleições. Apesar da derrota no parlamento, o primeiro-ministro disse que não irá demitir-se e que manterá o Governo mesmo em regime de duodécimos. António Costa espera que o chumbo da proposta represente uma “vitória de Pirro” dos partidos de direita e que na próxima sessão legislativa tenha “uma maioria reforçada e duradoura” no parlamento. Já o presidente do PSD defendeu que as eleições legislativas devem realizar-se “o mais depressa possível” a partir do Natal, dizendo esperar que “não sejam empurradas para a segunda quinzena de janeiro”, como terá sido falado entre Paulo Rangel e Marcelo Rebelo de Sousa. Leia, na íntegra, na edição de hoje do JM.