2021-09-22 16:12:00 Jornal de Madeira

Ao lado de Suzana Garcia, líder do CDS-PP recusa “direita fofinha”

O presidente do CDS-PP justificou hoje o apoio à candidatura de Suzana Garcia à Câmara da Amadora por acreditar no programa e disse não querer “uma direita fofinha” e que “peça autorização à esquerda para dizer o que pensa”.   Francisco Rodrigues dos Santos marcou hoje presença no concelho da Amadora, distrito de Lisboa, onde acompanhou numa arruada a candidata Suzana Garcia, cabeça de lista à câmara municipal pela coligação “Dar voz à Amadora”, que junta PSD/CDS-PP/Aliança/MPT/PDR. Questionado se se revê no perfil da candidata indicada pelo PSD, o líder centrista respondeu que “o CDS está nesta candidatura porque acredita no programa” para a Amadora, “que é de mudança e de rutura com o socialismo”. “E nós, CDS, não temos medo de afirmar que não queremos uma direita fofinha, um a direita que peça autorização à esquerda para dizer aquilo que pensa, uma direita de simpatias”, frisou, defendendo “uma direita de rutura para a Amadora”. O presidente centrista indicou que não se trata de uma “direita radical”, mas sim de “uma direita que confronte a esquerda”. “Não queremos uma direita que seja simpática com a esquerda, não queremos uma direita que faça os fretes ao governo socialista, não queremos uma direita que tenha medo de dizer aquilo que pensa”, salientou. “E para apresentarmos a nossa alternativa política necessitamos de confronto e de galhardia, não precisamos de radicalismo”, acrescentou, defendendo que as soluções que a candidatura apresenta para aquele concelho “são fundadas no mais profundo bom senso”. Sobre uma das frases da candidatura, que “o sistema vai tremer”, Francisco Rodrigues dos Santos apontou que o “polvo montado na câmara da Amadora” tem “de tremer” e o “sistema que está montado na Amadora, que é um sistema clientelar que não reconhece mérito nem igualdade de oportunidades” tem de “ser derrubado”. “A direita tem condições para ser a porta-voz de quem quer mudar, de quem está cansado do socialismo e quer novas oportunidades nesta terra”, frisou. Na arruada a passo apressado pelas ruas da cidade, candidata e líder iam distribuindo flores, canetas e o programa eleitoral e Suzana Garcia ia apresentando também aos eleitores “os seus vereadores”. Por vezes foi difícil a Rodrigues dos Santos acompanhar a velocidade de Suzana Garcia, que abria caminho à frente da comitiva de apoiantes, com camisolas e bandeiras da coligação e que iam gritando o nome da candidata. Também o hino de campanha acompanhou a arruada, tocado alto e bom som numa coluna portátil. “Suzana, espere aí. […] Não é fácil”, pediu o presidente do CDS, depois de ter ficado para trás a conversar com um popular. Durante o percurso, o presidente do CDS fez uma pausa para beber café mas Suzana Garcia não o acompanhou, justificando que não bebe café. “Não pode beber café senão não a apanhamos”, comentou Isabel Meirelles, vice-presidente do PSD, que se juntou à iniciativa. Durante o percurso, a cabeça de lista à Câmara da Amadora, município governado pelo PS, parou a comitiva junto a um carro da PSP que passava, e pediu uma salva de palmas para os agentes. No final da arruada, aos jornalistas, Rodrigues dos Santos disse ter “pulmão e caixa para acompanhar” o ritmo da candidata e indicou não ter “dificuldade nenhuma em acelerar a intensidade das campanhas” para “conquistar a vitória”. “É desta que o centro-direita vai ganhar as eleições na Amadora”, salientou, destacando que esta é uma “candidatura da diversidade, que tem pessoas de várias religiões, etnias, classes sociais” e que “representa a pluralidade da sociedade amadorense”. E mostrou-se convicto de que a coligação tem “condições” para “chegar à meta em primeiro lugar”, basta “dar corda às botas e isso faz-se com muita convicção, muita paixão e com o apoio popular que aqui viram”.

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