2021-06-20 05:00:00 Jornal de Madeira

Novas tragédias virão se nada for feito

Incêndios O presidente da Agência Integrada de Fogos Rurais (AGIF) alertou, ontem, para a possibilidade de continuarem a existir grandes incêndios, como os de 2017, se nada for feito nos terrenos florestais, que pertencem maioritariamente a privados. Para evitar um cenário que chamou “céu negro para sempre” e novas tragédias, como os incêndios de 2017 em Pedrógão Grande e em outubro em vários locais da região centro, foi publicada na semana passada em Diário da República, a resolução do Conselho de Ministros que aprova o Programa Nacional de Ação (PNA) do Plano Nacional de Gestão Integrada dos Fogos Rurais para os próximos dez anos. Em entrevista à agência Lusa, Tiago Oliveira disse que o PNA, cuja elaboração foi da responsabilidade da AGIF, já está em vigor e mobiliza mais de sete milhões de euros de vários fundos europeus, nomeadamente do Plano de Recuperação e Resiliência. “A questão não é se vai haver [incêndios com a dimensão de Pedrógão], é quando é que vai. Porque se não nos tornarmos todos - portugueses proprietários, empresas, organizações não-governamentais do ambiente e florestais, sociedade civil, poder político - determinados a mudar aquilo que está errado, a situação vai-se acumulando de vegetação e vamos muito provavelmente ter outros Pedrógãos”, disse o responsável da AGIF. Tiago Oliveira sublinhou que, entre as principais medidas do PNA, está “logo à cabeça” aquela que mexe na propriedade e passa pela revisão do regime sucessório, uma lei em vigor desde 1927, e que fazia sentido quando “as pessoas viviam da terra e um hectare era dividido pelos filhos e pelos netos e ainda dava para alimentar essa família”, mas “hoje em dia ninguém depende disso”.

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