2021-01-28 08:49:00 Jornal de Madeira

Hospital das Forças Armadas transformou um refeitório em enfermaria

O Hospital das Forças Armadas está a fazer as adaptações necessárias para combater a evolução da pandemia no país, tendo transformado gabinetes, salas de espera e até o refeitório em salas para doentes. Em poucos dias, este hospital reforçou a sua capacidade de resposta com mais 140 camas, em especial para doentes covid-19, 197 camas de enfermaria e 15 de cuidados intensivos, algumas já ocupadas (106 nas primeiras e 8 doentes em situação mais crítica). “Claro que o hospital não dispunha de espaço para 140 camas em enfermarias convencionais, não estava dimensionado para isso e isso naturalmente levou a uma reconversão de espaços e à utilização de espaços que tinham outros fins”, esclareceu à Lusa o Brigadeiro-General Rui Sousa, diretor do HFAR. O maior espaço a ser reconvertido foi o refeitório, onde decorrem adaptações para torná-lo o mais acolhedor possível para futuros doentes. “Estamos certos de que temos as condições, ainda que não as ideais, mas nesta altura também provavelmente ninguém está à espera das condições ideais, mas as suficientes para tratarmos bem os doentes que nos forem confiados”, adiantou o Rui Sousa. A reconversão destes espaços deverá estar concluída esta sexta-feira. A estes esforços, juntam-se ainda 400 profissionais provenientes dos três ramos das Forças Armadas. “O hospital em si já tinha profissionais civis como sempre teve e continuará a ter, mas esses já cá estavam. Os nossos reforços, aqueles que vêm de fora, são militares, militares profissionais de saúde e não só: estamos a falar de médicos militares, enfermeiros militares, socorristas mas também pessoal de apoio porque esta casa, com esta dimensão acrescida, vai implicar a necessidade de apoio extra e para isso contamos com militares que vêm ajudar-nos na alimentação, na lavandaria, na condução de ambulâncias”, explicou o brigadeiro-general. “Não é uma missão exclusivamente do Hospital, é uma missão das Forças Armadas no seu conjunto, é uma missão também da Marinha, é uma missão também do Exército, é uma missão também da Força Aérea”, acrescentou. Desde o início da pandemia em Portugal, o Hospital das Forças Armadas já recebeu mais 750 doentes covid-19, provenientes do Serviço Nacional de Saúde, tendo ajudado recentemente o Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) depois de uma falha na rede de oxigénio.

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