2020-12-05 15:58:00 Jornal de Madeira

“Não quisemos fixar regras de organização da vida familiar”, diz António Costa

O primeiro-ministro sublinhou hoje que o Governo pretende que o Natal seja um “momento de partilha”, e lembrou que, ao contrário do que fizeram outros países europeus, “não quisemos fixar regras de organização da vida familiar”. Contudo, António Costa deixou alertas e recomendações: "Cada vez que respiramos e falamos, expelimos partículas. Evitem confraternizações com muitas pessoas, longos períodos sem máscara e em espaços pequenos, fechados e pouco arejados." “Não deve ser o Estado a imiscuir-se na vida familiar”, considerou. “As famílias têm já informação para saber que todos os encontros são de risco." Ainda assim, para o primeiro-ministro, “os portugueses têm compreendido bem a ameaça”. “Estou certo que as famílias sabem como se organizar”, afirmou. “Não é o Estado que deve dizer se são seis ou 10 pessoas à mesa, se devem fazer jantar volante, se devem encontrar-se só para trocar presentes, devemos confiar nos portugueses e na forma como têm sabido muito bem interpretar a situação e agir em conformidade. É por isso um sinal de confiança que temos de ter uns nos outros. Que tenham o máximo de cuidado na organização do Natal: será um momento de partilha em família, sem partilharmos o vírus." O governante disse ainda que a intenção não é definir uma linha vermelha, mas antes, "garantir que conseguimos uma via verde". "Temos de continuar a gerir a situação de forma controlada. A minha esperança é que no dia 18 possa estar aqui a dizer que as últimas duas semanas valeram a pena", disse. Caso isto não aconteça, "temos de puxar o travão de mão".

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